Da cultura do medo às teorias da conspiração. Grupos pela "verdade e liberdade" usam a "economia das emoções para atrair atenções"
13 abr, 2021 - 07:00 • Sofia Freitas Moreira , Rodrigo Machado (pós-produção)
Dezenas de páginas, milhares de seguidores e centenas de publicações que apelam à participação nas manifestações dos chamados “negacionistas” e que colocam em causa os factos e as medidas adotadas pelo governo para combater a pandemia de Covid-19. Os grupos intitulados “pela verdade” e “pela liberdade” chegaram às redes sociais ao mesmo tempo que o vírus começou a alastrar-se, e o perigo da desinformação ganhou novos contornos no mundo. “O que estas páginas fazem é aproveitar estados emocionais para atrair a atenção das pessoas que acabam por encontrar ali um eco das suas crenças”, explica à Renascença a professora e especialista em redes sociais, Inês Amaral. A informação dúbia ou incompleta pode ter consequências perigosas para a saúde, mas como se combate o medo e a desconfiança numa população cansada?
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