O bispo de Setúbal admite estar “curioso” com “fórmula” das compensações às vítimas de abusos sexuais na Igreja. “É óbvio que gostaria que processo já tivesse terminado”, diz o cardeal em entrevista à Renascença. Sobre o Papa, D. Américo Aguiar diz que Leão XIV “não é melhor nem é pior” do que Francisco, mas “é diferente” e tem “outro registo”.
Esta posição surge depois de o Grupo VITA, nomeado pela Conferência Episcopal para conduzir este processo, ter divulgado que o número de pedidos aumentou para 93.
"Este não é um processo para se arrastar pelo ano de 2026", acredita Rute Agulhas, coordenadora do grupo VITA, que esta quarta-feira organiza em Fátima um Congresso Internacional. O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa diz que este processo pode servir a outros setores. "Aquilo que se passa na Igreja é uma pequena parte da grande questão dos abusos e da violência que se passa no interior da nossa sociedade e concretamente no âmbito da família."
Em causa estão especialmente os crimes de coação sexual, violação, abuso sexual de menores, abuso sexual de menores dependentes, atos sexuais com adolescentes e pornografia infantil, precisou Luís Neves, na abertura da conferência "Crimes sexuais: construir a mudança".