Miguel Pinto Luz, afirmou que a decisão, aprovada na quarta-feira em Conselho de Ministros, permite avançar com a segunda Parceria Público-Privada (PPP2), depois de o primeiro concurso ter ficado deserto, sem agravamento do custo global do projeto.
Relatório da Comissão de Avaliação de Impacto Ambiental "é soberano" quanto à linha de alta velocidade em Gaia, incluindo a localização da estação e demolições, afirmou o vice-presidente da Infraestruturas de Portugal, Carlos Fernandes.
Consórcio AVAN Norte quer construir fora do local previsto, em Vilar do Paraíso, sem garantia de construção da respetiva extensão do metro como teria na estação de Santo Ovídio, alega o presidente da câmara.
O número de demolições previstas no troço da linha de alta velocidade entre o Porto e Oiã é de 236, das quais 185 habitações e 45 empresas, segundo o RECAPE.
Segundo o contrato, no valor de mais de 1,6 mil milhões de euros, compete à concessionária, entre várias atribuições, "conduzir e realizar os processos expropriativos" como "entidade expropriante em nome do Estado".
Já há habitantes a serem notificados pelo consórcio responsável pela construção da linha de alta velocidade. Saiba o nome de algumas ruas que serão afetadas.
O primeiro troço da linha de alta velocidade inclui a construção de uma ponte rodoferroviária com dois tabuleiros sobre o rio Douro, a reformulação da estação de Porto-Campanhã e a construção de uma nova estação subterrânea em Vila Nova de Gaia, na zona de Santo Ovídio.
"Vamos assumir todos os estudos necessários para avaliar aquilo que será a melhor solução para um distrito que há 33 anos não tem acesso a ferrovia", disse Miguel Pinto Luz esta manhã, em Bragança.
O ex-primeiro-ministro regressou esta terça-feira ao Campus de Justiça, em Lisboa para responder no julgamento da Operação Marquês. Juíza-presidente, Susana Seca, volta a repreender o arguido, pedindo que evite expressões como “criminoso”, que podem ser consideradas “ofensivas”.
Consórcio que ganhou concessão do troço entre Porto e Oiã, o LusoLav, acordou com a autarquia de Gaia uma nova localização para a estação no concelho, assim como a divisão da ponte sobre o Douro prevista pela Infraestruturas de Portugal em duas. Os quilómetros linha à superfície no concelho também aumentam consideravelmente.