O esclarecimento do antigo diretor-executivo surge um dia depois de a TVI/CNN Portugal ter noticiado uma investigação da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), segundo a qual terá autorizado o pagamento de um valor por hora superior ao estipulado para serviços médicos, que ele próprio prestou na urgência da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda num contrato de 29 mil euros.
Em causa estão declarações da secretária de Estado da Saúde que, no debate em plenário, garantiu que o Governo não tinha conhecimento da acumulação de funções do diretor executivo do SNS.
“Não queiram atirar as responsabilidades para o anterior Governo de uma escolha deste Governo”, disse o deputado socialista João Paulo Correia, reagindo às declarações de Montenegro. Na véspera, o PM disse que nem ele nem a ministra da Saúde sabiam, nem podiam saber, do caso da acumulação de funções do CEO do SNS.
No discurso aos conselheiros nacionais, o primeiro-ministro falou sobre segurança e saúde e elogiou a ministra Ana Paula Martins, que diz estar "sob pressão" pelo que não foi feito no anterior Governo.
Antigo presidente da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP) acusa a ministra da Saúde de “falta de prudência”, por “não ter averiguado primeiro a idoneidade” do ex-diretor-executivo do SNS. Em entrevista à Renascença. João Bilhim faz um apelo: “pelo amor de Deus, a senhora ministra que assuma o erro”.
Para o Livre, a demissão de Gandra D' Almeida do Livre, "é mais uma demissão no setor da saúde" e "em menos de um ano o SNS vai ter três diretores executivos".