Regulador considerou o Polymarket ilegal, por não ter licença para operar em Portugal e oferecer mercados de eventos políticos que não estão previstos na lei. Mercado de quem será o próximo Presidente da República de Portugal é um dos que movimenta mais dinheiro na plataforma, com mais de 100 milhões de euros investidos em criptomoedas.
Regulador considerou o Polymarket ilegal, por não ter licença para operar em Portugal e oferecer mercados de eventos políticos que não estão previstos na lei. Mercado de quem será o próximo Presidente da República de Portugal é um dos que movimenta mais dinheiro na plataforma, com mais de 100 milhões de euros investidos em criptomoedas.
Site que é ilegal em Portugal viu serem movimentados mais de 4 milhões de euros em mercados sobre as presidenciais portuguesas nas horas antes de se conhecerem os resultados. Serviço de Regulação de Jogos deu 48 horas para site fechar, mas continua ativo em Portugal e deverá ser agora bloqueado.
Site que é ilegal em Portugal viu serem movimentados mais de 4 milhões de euros em mercados sobre as presidenciais portuguesas nas horas antes de se conhecerem os resultados. Serviço de Regulação de Jogos deu 48 horas para site fechar, mas continua ativo em Portugal e deverá ser agora bloqueado.
Em entrevista a Bola Branca, João Paulo Almeida, consultor do Observatório do Jogo Responsável, descreve o desporto como uma "área de alto risco e de enorme vulnerabilidade" à manipulação dos operadores de jogo ilegal. Negócio esse que, por sua vez, é "uma atividade de baixo risco e de elevados lucros".
A lei portuguesa não autoriza mercados de apostas sobre eleições, mas a plataforma Polymarket (que está bloqueada em países como Reino Unido, França e Alemanha) continua ativa em Portugal. A corrida a Belém é um dos mercados que mexe com mais dinheiro, mas site não tem licença para operar em Portugal. Politólogos dividem-se sobre risco de "manipulação política" e avisam que mercado de previsões "não é um retrato das intenções de voto".
Entre janeiro e março, Estado arrecadou 82,7 milhões de euros através do Imposto Especial de Jogo Online. Deste valor, cerca de 15 milhões de euros serão canalizados para o financiamento das federações desportivas.
Desde 2015, o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos fez 38 participações ao Ministério Público relativas a casas de apostas não-licenciadas. Todas deram origem a inquéritos-crime. No entanto, dez já foram arquivados devido a “dificuldades na investigação resultantes da localização ou sede dos investigados em territórios não cooperantes”.