Sábado, 18 de julho de 2020
Isabel Figueiredo
“Tenho pássaros a voar dentro de mim,
brisas, sopros e ventanias,
numa sede de liberdade sem fim.”
Entre montes e vales, muros de pedras
cobertos de rosas silvestres de todas as cores,
de hortenses intensas e belas,
as palavras ganharam vida, exigiram tempo.
Escritas à beira da estrada, ficaram guardadas
num pedaço de papel. Encontrei-as amarrotadas.
Esta consciência de sede e de plenitude,
de brisas que sopram e da beleza das flores,
das pedras e dos campos, das mãos dadas e das gargalhadas,
do nosso amor fiel e paciente, tornam-Te tão presente,
meu Senhor e meu Deus.
Que voem os pássaros,
Que soprem brisas, sopros e ventanias,
e que a Tua presença mate todas as sedes.
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