Quinta-feira, 30 de julho de 2020
Maria Teresa Frazão
É tão grande a crueza das imagens deste mundo desumano que é o nosso,
É tão grande e tão brutal,
É tão duro o desacerto dos dias, a incerteza
e tão longínqua a esperança,
Dói esta Babilónia em que nos mergulha a pandemia.
E neste desassossego, é de silêncio que preciso,
silêncio donde por dom possa nascer a confiança e o louvor.
Hão-de ser também minhas as palavras animosas de alguns salmos.
Abro o meu velho livro e quero dizê-las com convicção e com firmeza
Assim em contra corrente a este caos.
“Eu te louvarei, Senhor e cantarei as tuas maravilhas. Cantarei louvores ao teu nome.
És Tu quem sustenta meu direito e minha causa.
És um refúgio para o oprimido.
E nunca desamparaste os que te buscam.
Tem misericórdia de nós, Senhor,
Por Ti não será esquecido o necessitado, nem a esperança dos pobres perecerá perpetuamente.
Seja assim esta noite e esta prece.
Certeza de que sempre nos amparas.
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