Sábado, 30 de janeiro de 2021
Isabel Figueiredo
Precisamos de asas.
Não as asas belas e brancas de anjos de pedra.
Precisamos de asas que nos levem mais longe.
Não pelos voos rasantes e atentos, de quem procura o mais frágil,
mas pelos voos distantes, largos e livres, de quem se sabe amado e cuidado.
Não pelos voos rasantes e atentos, de quem procura o mais frágil,
mas pelos voos distantes, largos e livres, de quem se sabe amado e cuidado.
Precisamos de asas.
Não as asas de pedra que nos fazem permanecer quietos e seguros.
Não as asas de pedra que nos fazem permanecer quietos e seguros.
Precisamos de asas que se ferem, que se cortam, até as que caiem,
perdidas. Asas de carne, pequenas ou grandes, todas diferentes,
todas capazes de voar. Asas que se cuidam e se curam.
perdidas. Asas de carne, pequenas ou grandes, todas diferentes,
todas capazes de voar. Asas que se cuidam e se curam.
Precisamos de asas, as asas que Deus nos deu.
E que abertas, devagar, lentamente, como os primeiros passos que demos,
nos levem sempre mais longe, mais longe, mais perto do céu.
nos levem sempre mais longe, mais longe, mais perto do céu.
Edições AnterioresBoa noite
08 nov, 2023
Oração pela Paz
28 set, 2022
Quarta-feira, 28 de setembro de 2022
27 set, 2022
Terça-feira, 27 de setembro de 2022
26 set, 2022
Segunda-feira, 26 de setembro de 2022
Comentários









