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Sexta-feira, 15 de julho de 2022

Teresa F.


Nesta noite, também eu bato com a mão no peito, Senhor e também eu sonho.

Boa noite, 15 de julho de 2022

Tenho sempre comigo uma fotografia de uma imagem da Catedral de Chartres.

É a figura de um homem, tosco como as daquela época. Mas percebem-se bem nele dois gestos : sorri e bate com a mão na peito, naquela atitude milenar de Mea Culpa, que a Igreja ensina e que acolhe como ninguém.
Bate com a mão no peito, porque bem sabe o tamanho das suas culpas, das suas infidelidades, das suas incoerências.
Mas sorri. Porque bem sabe a poderosa redenção que o alcançou.
Bate com a mão no peito. Porque a aproximação de Cristo acorda nele a sua consciência de homem, e, portanto, a sua consciência de pecador.
Mas sorri, porque se sabe amado com um amor nunca visto, ao ponto de o seu Deus descer até à sua limitada condição, para assim o salvar.
Nesta noite, também eu bato com a mão no peito, Senhor e também eu sonho.
Todos os dias espantada com esse teu nascer em mim que me faz nascer de novo.
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