A+ / A-

Sábado, 16 de julho de 2022

Isabel Figueiredo


O fogo assusta, paralisa, impõe-se ano após ano.

Boa noite, 16 de julho de 2022

O fogo arde, quente, sufocante, assustador

no seu rugir, na rapidez com que que varre florestas,
campos cultivados, casas e vidas.
O fogo assusta, paralisa, impõe-se ano após ano.

E são nossas as mãos escuras e rasgadas, as lágrimas
que se afastam enegrecidas, os corpos cansados
de homens e mulheres que combatem noite e dia.
São pais e mães, tios e avós, filhos e netos.

Senhor cuida de cada canto, cada horta, cada árvore,
mesmo a já ardida. Cuida dos animais que fogem,
das crianças assustadas, das vidas cortadas,
porque o fogo volta, volta sempre.

Senhor cuida de nós. Deste povo que é Teu.
Que Te entrega os dias e as noites, as tristezas e as alegrias,
os campos floridos, as árvores carregadas de vida,
a alegria das festas e a aflição do mal.
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.