Quem nos viu e quem nos vê
Mortalidade infantil caiu 83% em 40 anos
• André Rodrigues , Beatriz Martel Garcia (sonorização)
Em 1985, o futuro de um bebé nascido em Portugal esbarrava numa série de interrogações. A primeira: conseguiria sobreviver ao primeiro ano de vida?
Ainda se lembra de como eram os hospitais há 40 anos? E lembra-se que, se precisasse de um tratamento com mais qualidade, tinha de vir para os hospitais dos grandes centros urbanos?
Quando Portugal aderiu à CEE, havia uma enorme desigualdade no acesso aos cuidados de saúde. Em 1985, o futuro de um bebé acabado de nascer em Portugal era um envelope fechado, cheio de interrogações.
A primeira delas era se a criança conseguiria viver até um ano de idade.
A taxa de mortalidade infantil em Portugal era de aproximadamente 18 mortes por cada mil nascimentos. Portugal era o quarto país da então CEE onde morriam mais crianças até um ano de idade. Pior só Hungria, Polónia e Roménia - que, já agora, é, ainda hoje é o país com a mais elevada taxa de mortalidade infantil dos 27.
Em Portugal, em 2024, o número caiu para 3 mortes por 1.000 nascimentos. Abaixo da média europeia. Menos 83% em 40 anos.
Nada disto se separa do contributo europeu: a integração trouxe a modernização das infraestruturas de saúde, garantindo que este direito pudesse chegar a toda a sociedade.
Ainda há muito a fazer. Mas o país tem razões para celebrar e pode consolidar esta mudança. As futuras gerações agradecem.







