Começou a correr aos 35 anos “sem pressa e sem tecnologia”, com um relógio de 10 euros e quase sempre em silêncio. Hoje, Filipa Elvas soma 19 maratonas pelo mundo, três vitórias em provas tão improváveis como a Grande Muralha da China, a Gronelândia e a Antártida, e acaba de lançar o livro “Nem Tudo Foi a Correr”. Assistente de bordo na TAP, Filipa treina entre voos, horários trocados e fusos horários, apoiada numa força mental enorme e no poder da visualização: vê-se a cruzar a meta antes de lá chegar. No livro e na conversa com Carla Rocha fala de leveza, resiliência e até dos “resgates do lixo”, objetos e árvores a que dá nova vida.