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Jardins do Marquês: recorde a edição deste ano
• Ana Marta Domingues (Texto - Produção); Catarina Cascabulho (vídeos)
O Festival Jardins do Marquês – Oeiras Valley regressou de 26 de junho a 6 de julho com vários concertos. Baco Exu do Blues e The Stranglers foram as primeiras confirmações de um cartaz recheado de estrelas... Se não ouviu as emissões da Renascença em direto com a Sónia Santos, o Hotel Califórnia de Paulino Coelho, Dina Isabel, Asizé Topal e Sandra Torres, pode recordar alguns momentos aqui.
A edição de 2026 do Festival Jardins do Marquês – Oeiras Valley voltou a levar música aos jardins do Palácio do Marquês de Pombal, em Oeiras, mantendo o seu já clássico formato de noites e concertos de verão ao vivo nesse cenário único.
A Renascença voltou a ser a rádio oficial.
Baco Exu do Blues atuou a 26 de junho - Foi o primeiro nome anunciado para 2026. Rapper e compositor brasileiro, Baco Exu do Blues é uma das vozes mais marcantes do hip hop lusófono, conhecido pela sua escrita e pela mistura de rap, R&B e referências literárias. Lançou o álbum de estreia “Esú” em 2017 e foi esse trabalho que o projetou para o sucesso. Recorde aqui a entrevista da Renascença com Baco Exu do Blues:
Lucas Ortet atuou na mesma noite de Baco Exu do Blues. O jovem artista português juntou-se a Baco num cartaz dedicado à música contemporânea de expressão lusófona. Depois de se dar a conhecer nas redes sociais e de conquistar milhões de visualizações com temas originais, Lucas Ortet tem vindo a afirmar-se como uma das novas vozes da pop urbana em Portugal, com uma escrita direta, assente na voz, na guitarra e nas vivências do quotidiano. Lucas Ortet passou pelo Hotel Califórnia de Paulino Coelho:
Na noite de 1 de julho, o Festival Jardins do Marquês receberam uma noite dedicada ao rock, que começava com a atuação dos Peste & Sida, a banda convidada para abrir o concerto dos britânicos The Stranglers. Com uma carreira de quase 40 anos, os Peste & Sida consolidaram há muito o seu lugar na história do rock português, destacando-se pela intensidade das atuações ao vivo e por temas que têm marcado várias gerações. Houve festa nos Jardins do Marquês e a Renascença esteve lá:
A 2 de julho, o Festival Jardins do Marquês dedicou uma noite ao jazz, com um encontro entre duas linguagens muito próprias: esperanza spalding, uma das artistas mais originais da música contemporânea, e Júlio Resende, pianista e compositor português com projeção internacional. A cantora, baixista e compositora norte-americana apresentou-se numa configuração especial, com dois músicos e dois bailarinos, revisitando temas dos seus oito álbuns de estúdio, música recente e uma antevisão exclusiva do próximo projeto. Antes, ouvimos Joana Machado em entrevista à Renascença. Foi uma noite pensada para quem gosta de música sem fronteiras e de grandes descobertas ao vivo. O jazz tem outro encanto nas noites dos Jardins do Marquês:
A 2 de julho, Joana Machado passou pelo Palco Nortada para levar ao festival o seu universo sofisticado entre o jazz, a soul, o R&B e a eletrónica;
Já Júlio Resende levou a Oeiras Valley o seu jazz de raiz portuguesa, que bebe também do fado, da música erudita e da improvisação:
O Festival Jardins do Marquês voltou a abrir espaço ao humor português com uma Noite de Comédia marcada para 4 de julho, em Oeiras Valley. Depois da lotação esgotada na edição anterior, o festival reuniu agora Herman José, Eduardo Madeira, Guilherme Duarte, Vítor Sá, Mário Falcão e Joana Miranda, num encontro entre diferentes gerações, estilos e formas de fazer rir. Com apresentação de Eduardo Marques, esta noite dedicada à comédia nacional completou o cartaz da 6.ª edição do festival, tendo sido o último anúncio a ser feito.
No dia 5 de julho, data em que se assinalou o Dia da Independência de Cabo Verde, o Festival Jardins do Marquês propunha uma noite especial dedicada à música e à herança cultural lusófona. Dino D’Santiago subiu ao palco com convidadas muito especiais — Mayra Andrade e Batukadeiras — num espetáculo pensado como celebração da identidade, da diáspora e da força criativa cabo-verdiana. A abrir a noite, aconteceu ainda o Tributo a Super Mama Djombo, com Karyna Gomes, Mikas Cabral e Manecas Costa, direção musical de Juvenal Cabral e músicos da Guiné-Bissau, numa homenagem a uma das bandas mais marcantes da história da música africana e lusófona. No mesmo dia, os Jardins do Marquês transformaram-se assim num espaço de encontro cultural, onde a música celebrou várias identidades, sentimentos de pertença e liberdade.
Os brasileiros Raimundos subiram ao palco a 30 de junho - A banda brasileira de punk rock formada em Brasília em 1987 foi a terceira confirmação do festival.
A música brasileira ganhou um novo destaque no cartaz dos Jardins do Marquês com a confirmação de Arnaldo Antunes para a noite de 30 de junho, juntando-se aos já anunciados Raimundos. Figura maior da cultura brasileira contemporânea, Arnaldo Antunes leva ao festival a sua dimensão autoral, poética e performativa, numa noite que cruza a força da palavra com a energia do rock. O encontro entre estes dois universos distintos, mas complementares, reforçou a diversidade e a riqueza da programação desta edição de 2026.
The Stranglers subiram ao palco a 1 de julho - Foi uma noite dedicada a cinco décadas de rock. Formados em 1974, os britânicos The Stranglers atravessaram as últimas décadas a navegar entre o punk e o new wave, com uma sonoridade inconfundível. No concerto de Oeiras celebraram 50 anos de carreira num concerto onde não faltaram clássicos como “Golden Brown”.
Thee Sacred Souls e Oracle Sisters: a 6 de julho, os Jardins do Marquês receberam uma noite de subtileza, atmosfera e grandes canções com os norte-americanos Thee Sacred Souls e os parisienses Oracle Sisters. De um lado, a nova soul; do outro, um indie de recorte cinematográfico. Um encontro improvável, mas muito natural, entre duas linguagens musicais que partilham o gosto pela beleza das canções.
Palco Nortada
O Palco Nortada voltou a ser o espaço de descoberta do Festival Jardins do Marquês, com uma programação que cruzou nova música portuguesa, sonoridades lusófonas e propostas para ouvir bem de perto e ao vivo. A 26 de junho, a noite contou com LIBRA, uma das vozes emergentes mais fortes da nova música portuguesa; a 30 de junho, chegaram os The Twist Connection, com rock de alma garage, punk e rockabilly; a 1 de julho, sobem ao palco os Unsafe Space Garden, coletivo vimaranense que reúne humor, consciência social, funk, disco e tradição oral portuguesa; a 2 de julho, Joana Machado levou ao festival o seu universo sofisticado entre o jazz, a soul, o R&B e a eletrónica; a 5 de julho, Jorge Rosa & Kambanda celebraram a herança musical africana e as raízes culturais lusófonas; E, a 6 de julho, os Ela Jaguar fecharam esta programação com indie rock, soul, funk, R&B e hip-hop, numa sonoridade marcada pela energia ao vivo.
A edição de 2026 do Festival Jardins do Marquês – Oeiras Valley voltou a levar música aos jardins do Palácio do Marquês de Pombal, em Oeiras, mantendo o seu já clássico formato de noites e concertos de verão ao vivo nesse cenário único.
A Renascença voltou a ser a rádio oficial.
Para o ano há mais!
Recorde aqui os horários e o cartaz desta edição:
Dia 26
Lucas Ortet - 20:00 / 21:00










