CONVERSAS CRUZADAS
PRR na pole-position
24 abr, 2021 • José Bastos
João Cerejeira, Miguel Franco e Nuno Botelho na análise do programa português, o primeiro da UE a ser entregue em Bruxelas.
Em Karlsruhe, o tribunal constitucional alemão, o Bundesverfassungsgericht, deu a necessária luz verde e, em Bruxelas, Portugal iniciou a corrida aos 16,664 milhões de euros de fundos europeus do PRR – o plano de recuperação e resiliência para o período 2021-26.
O documento oficial foi entregue formalmente na quinta-feira à Comissão Europeia e Portugal tornou-se assim no primeiro estado membro da UE a fechar a lista definitiva dos investimentos a financiar pela chamada bazuca europeia.
António Costa não escondeu o orgulho em Portugal ter sido o primeiro país a concluir todo o processo. Já o ministro Nelson de Sousa garantiu que os concursos para organismos públicos, autarquias e empresas vão ser lançados até junho, acionando também o mecanismo de antecipação de fundos europeus previsto no orçamento do estado.
Inicialmente com quase 2/3 das verbas a ser canalizadas para o investimento público, o debate do PRR ficou marcado por críticas sobre a falta de apoio às empresas privadas. O processo de definição de investimentos teve várias alterações ao longo de meses com a versão final a prever um reforço de verbas ao setor empresarial para a retoma pós-pandemia.
O PRR é veículo ideal para estimular a saída da estagnação económica a levar à ultrapassagem pelos parceiros do leste europeu? Deve Costa Silva liderar a comissão de acompanhamento? É realista o plano ferroviário nacional anunciado por Pedro Nuno Santos? Como vai gerir o dossier TAP agora em máxima turbulência?
Questões para a análise de Nuno Botelho, líder da ACP – Câmara de Comércio e Indústria, João Cerejeira, professor da Universidade do Minho e Miguel Leichsenring-Franco, gestor da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã.











