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Jogos Mundiais Universitários

​O talento do presente a caminho do futuro olímpico

24 jun, 2025 • Diogo Salgado Braz*


Vice-Presidente da Federação Académica do Desporto Universitário de Portugal escreve sobre as virtudes do desporto universitário.

A comitiva portuguesa para os Jogos Mundiais Universitários Rhine-Ruhr 2025 (16-27 julho), na Alemanha, é o espelho do que de melhor se faz no desporto universitário nacional. Uma convocatória de enorme qualidade, composta por jovens atletas que representam, em simultâneo, o presente e o futuro do desporto português. E, entre eles, destacam-se nomes que já deixaram a sua marca no maior palco desportivo do mundo: os Jogos Olímpicos.

Camila Rebelo (natação), Mariana Machado (atletismo), Agate de Sousa (atletismo) e Taís Pina (judo) são exemplos vivos da excelência que o sistema desportivo universitário pode alcançar. Estas atletas não só já competiram nos Jogos Olímpicos, como continuam a representar Portugal com distinção no circuito universitário internacional, evidenciando que é possível conciliar a excelência académica com a exigência do alto rendimento.

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Os Jogos Mundiais Universitários, anteriormente conhecidos como Universíadas, são, cada vez mais, uma verdadeira “rampa de lançamento” para as grandes competições mundiais. Basta olhar para o exemplo inspirador da nossa chefe de missão, Patrícia Mamona. Foi neste contexto universitário que a campeã olímpica iniciou o seu percurso internacional, consolidando-se depois como uma referência mundial no triplo salto.

O mesmo se pode dizer de Fernando Pimenta, um dos maiores nomes da canoagem mundial, que brilhou nos Jogos Mundiais Universitários de Kazan, na Rússia, em 2013, conquistando duas medalhas de ouro em K1 500m.

Ou da seleção nacional universitária de andebol masculino, campeã em Gwangju 2015, que deu origem a uma geração de ouro — uma geração que, recentemente, atingiu as meias-finais do Campeonato do Mundo, com muitos dos seus atletas a manterem-se fiéis à camisola das quinas desde os tempos universitários.

Esta continuidade entre o percurso académico-desportivo e o sucesso nas seleções absolutas mostra que o investimento no desporto universitário é estratégico. Não se trata apenas de um momento de transição. É um espaço onde se formam campeões, onde se cultivam valores e onde se lançam carreiras.

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A cada nova edição dos Jogos Mundiais Universitários, Portugal reforça a sua posição no panorama internacional. Com talento, com competência e com ambição. Rhine-Ruhr 2025 será mais uma oportunidade para mostrar ao mundo o que os nossos estudantes-atletas são capazes de fazer.

Muito talento. Muito trabalho. O presente do desporto universitário será, sem dúvida, o futuro do desporto nacional. Um futuro construído com esforço, paixão e competência, mas também com memória, porque quem hoje representa o país no maior evento desportivo universitário do mundo, poderá muito bem ser o rosto das medalhas olímpicas de amanhã. E disso, felizmente, temos muitos e bons exemplos.

*Vice-Presidente da Federação Académica do Desporto Universitário de Portugal e estudante-embaixador da Federação Internacional do Desporto Universitário

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