Explicador Renascença
Por que é que os Rankings das Escolas têm resultados diferentes?
04 abr, 2025 • Sérgio Costa
As escolas privadas continuam a dominar os primeiros lugares, quer no básico, quer no secundário.
Um dos grandes assuntos desta sexta-feira é a divulgação do ranking das escolas.
Sabemos que nos diferentes orgãos de comunicação social há diferenças nessa tabela.
O Explicador Renascença esclarece.
Quais são os dados essenciais?
O ranking deste ano olha para os exames de 2024.
As escolas privadas continuam a dominar os primeiros lugares, quer no básico, quer no secundário.
A escola com a nota mais alta foi o Grande Colégio Universal, no Porto – com média de 16,43 -, e a primeira escola pública é a Escola Básica e Secundária Dr. Ferreira da Silva, em Oliveira de Azeméis, que ficou com uma nota final de 13,64.
A Renascença é um dos órgãos de comunicação que faz um ranking das escolas próprio e é sempre importante lembrarmos como é que ele se faz.
Por que é que o ranking das escolas da Renascença é diferente?
A Renascença faz quatro rankings todos os anos: o ranking do secundário, o do básico, o de sucesso e o das artes visuais.
O ranking do secundário - que é o principal - faz as contas às escolas públicas e privadas com mais de 100 provas dos oito exames nacionais mais concorridos na primeira fase do ano letivo anterior.
Este ano, as oito provas são Matemática A, Português, Físico-química, Biologia e Geologia, Filosofia, Economia, Geografia e Matemática Aplicada às Ciências Sociais.
No básico, só existem exames nacionais de Matemática e de Portugal e nas artes visuais incluem-se os exames de Geometria Descritiva, História da Cultura e das Artes e Desenho. Os critérios são diferentes dos de outros orgãos de com socia.
Como é que se chega à nota de cada escola?
Faz-se uma média simples notas dos alunos nas oito provas do secundário, das duas provas, para o ensino básico e das três provas para as artes visuais.
Esse valor final é a média pela qual as escolas são ordenadas no Ranking da Renascença.
Muitas vezes, as escolas têm décimas, ou até centésimas, de diferença entre elas.
E, claro, quanto maior o número de provas, maior é a probabilidade de a média baixar.
O que conta é só as notas dos exames?
Na prática, sim. Mas a Renascença também tem o ranking de sucesso, que olha para a maneira como as escolas conseguem ter bons resultados apesar de contextos socioeconómicos mais desfavorecidos.
Há uma página interativa especial com uma tabela com as notas de todas as escolas nos quatro rankings, um comparador de nota e um conjunto de peças e de reportagens para ler no site da Renascença.
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