Explicador Renascença
As respostas às questões que importam sobre os temas que nos importam.
A+ / A-
Arquivo
Receber subsídios de férias e Natal em duodécimos. Como vai funcionar?
Ouça o Explicador Renascença

Explicador Renascença

Receber subsídios de férias e Natal em duodécimos. Como vai funcionar?

16 jun, 2025 • André Rodrigues


Código do Trabalho prevê que o trabalhador e a entidade patronal possam chegar a um acordo para o pagamento possa ser feito em momentos diferentes. E isso é algo que várias empresas já fazem.

Os trabalhadores podem voltar a receber os subsídios de Natal e de férias em duodécimos.

A proposta consta do programa do Governo entregue este fim de semana.

O Explicador Renascença esclarece.

As pessoas podem escolher?

Podem escolher. O programa do Governo é muito claro: cada trabalhador deve voltar a ter a possibilidade de escolher como pretende que o 13.º e o 14.º meses sejam pagos - na totalidade, em dois momentos do ano, ou diluídos ao longo dos 12 vencimentos, como parte do salário mensal.

Atualmente, e em relação ao subsídio de férias, o Código do Trabalho prevê que o trabalhador e a entidade patronal possam chegar a um acordo para o pagamento possa ser feito em momentos diferentes. E isso é algo que várias empresas já fazem.

Em relação ao subsídio de Natal, Governo quer trabalhadores a decidir subsídios de férias e de Natal em duodécimos

Quanto ao subsídio de Natal, a lei estabelece que deve ser pago até 15 de dezembro de cada ano. E, na prática, isso também não impede que haja um regime de duodécimos, desde que a última prestação seja paga até essa data.

Como vai ser possível?

Aí o programa do Governo não diz exatamente como pretende fazer isto.

Mas é possível que estejam em cima da mesa mudanças para que a lei diga de forma clara que cada pessoa pode escolher o momento em que os subsídios lhe são pagos.

Porque, uma vez mais, a lei atual determina que os subsídios são pagos integralmente, a menos que exista um acordo entre os trabalhadores e as entidades patronais.

Qual é a intenção do Governo?

A intenção principal é dar essa liberdade de escolha aos trabalhadores. No fundo, para que cada pessoa possa ajustar o seu rendimento às suas necessidades financeiras.

E isto com objetivo de valorizar o trabalho e combater a pobreza, através de várias medidas complementares.

Portanto, é uma forma de garantir às pessoas que conseguem ter mais algum rendimento disponível no fim de cada mês.

Isto já se faz noutros países?

Sim, o pagamento de subsídios em duodécimos já é praticado em alguns países, embora com variações nas regras e na aplicação.

Em Portugal, esta modalidade foi introduzida no tempo da troika, em 2013. Deixou de ser obrigatória, mas acabou por tornar-se uma opção para muitos trabalhadores.

Noutros países, como Espanha e Itália, há sistemas semelhantes, onde os subsídios de férias e de Natal podem ser pagos de forma parcelada ao longo do ano, dependendo dos acordos laborais e das regulamentações locais.

Nos Estados Unidos, por exemplo, não há um sistema de subsídios de férias e de Natal como em Portugal, mas algumas empresas oferecem bónus anuais que podem ser distribuídos ao longo do ano.

Exames de anos anteriores dão vantagem no acesso ao Superior?
Luís Neves contratou empreiteiro de obras na PJ para remodelação de uma propriedade em Odemira?
Há cada vez mais carros sem seguro em Portugal?
Volta. É preciso pagar mais 10 cêntimos por bebidas consumidas em cafés e restaurantes?
Que transportes estão abrangidos pelo passe gratuito para residentes no Porto?
O que é que acontece se o inquilino falhar o pagamento da renda?
Que desafios esperam Jorge Jesus no comando de Portugal?
Afinal, por que é que falta água no concelho de Almada?
Milhões de litros de combustível ilegal entram em Portugal. O que está em causa?
Custos de produção dos medicamentos genéricos estão a aumentar. Pode haver rutura nas farmácias?
Os números e as curiosidades deste Campeonato do Mundo
"Multibanco + Perto" testado em Mogadouro. Que sistema é este?
Como funcionam os novos Certificados do Tesouro do Estado?
Registo de utentes do SNS tem novas regras. O que muda para ter médico de família?
Exames com datas alteradas. Alunos ficam com mais dias para estudar?
​Fora de jogo no golo da Croácia. Por que razão o ábitro recorreu ao VAR?
Porque é que o Vaticano excomungou seis membros da Fraternidade São Pio X?
QR Codes estão a atrasar correção dos exames nacionais?
Quais as recomendações da DGS para enfrentar o calor?
Afinal, é ou não é permitido colocar o guarda-sol em frente a uma concessão?
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Elvira Margarida da
    17 jun, 2025 Mangualde 06:20
    O governo anda doido. Isso não é querer mudar Portugal, não se preocupa com o que deve ser feito. O que deve ser feito não está a ser frito de maneira alguma, o salário mínimo nacional já deveria estar nesse valor este ano, os bens essenciais "comida e produtos de higiene e limpeza" de semana para semana ficam mais caros, mas os ordenados e pensões essas mantêm -se no mesmo valor, é surreal o governo não ver isso. Isto é vergonhoso. Inadmissível. O governo não venha com ideias de receberem o 13° mês e o 14° mês em duodécimos pois não rende nada dessa forma, ele fazem isso pois têm o bolso cheio. Isto é vergonhoso até para os reformados.