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Aumento da despesa com defesa até 5%. Porquê e o que significa?
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Aumento da despesa com defesa até 5%. Porquê e o que significa?

25 jun, 2025 • Sérgio Costa


Países da NATO decidem esta quarta-feira o aumento progressivo até 5% do PIB para gastar em defesa, um valor a ser atingido até 2035.

Quanto é que isso vale?

No caso português , tendo em conta os valores de hoje e a população portuguesa, representará uma despesa anual adicional de 283 euros a cada contribuinte. Estamos a falar de uma despesa total anual de 3 mil milhões de euros, no que diz respeito a Portugal.

E porquê 5%?

Está em causa o aumento da tensão militar dos últimos tempos. Sobretudo países fronteiriços com a Rússia como a Lituânia, Letónia e Estónia, são os mais favoráveis e até colocavam a proposta ideal num reforço do investimento até 2030.

No entanto, boa parte dos países da NATO dizem não ser possível alcançar essa meta em 5 anos. Por isso, a ideia será chegar a esse objetivo até 2035.

O facto de Donald Trump ter pressionado esse aumento da despesa também é um fator fundamental?

Sim, Trump tem pressionado os aliados a subir a despesa com o sector da defesa já desde o seu primeiro mandato.

E em cima da mesa está a ameaça dos EUA de deixarem de contribuir para a NATO, algo que seria muito problemático para a Europa cuja defesa depende em larga escala de Washington.

Os EUA são quem mais contribui para a defesa e este cenário mostra como é vulnerável a Europa.

E como é que se chega a essa meta? O aumento dos gastos com a defesa não põe em risco o estado social?

Essa é uma das grandes questões e críticas a essa meta. Ainda não há uma clarificação sobre a fórmula como se chegará a esses 5% e como se equilibram as contas nacionais para não comprometer os apoios sociais.

A ideia é fazer esse aumento de forma progressiva até 2035.

Outro grande objetivo é a criação de uma indústria de defesa, que consiga suportar um eventual esforço de guerra.

Como é que Portugal prevê cumprir essa meta?

Também de forma progressiva.

Para já, o Governo garante o cumprimento da meta de 2% já este ano o que, assegura ainda o executivo, não obrigará a um orçamento retificativo. São ainda muitas as perguntas sem resposta.

O que está previsto é aumentar já este ano, a despesa com a defesa em pelo menos 1200 milhões de euros, ou seja, um contributo adicional anual de cada contribuinte a rondar os 113 euros.

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