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Qual é o estado da Educação em Portugal?

26 jun, 2025 • Fátima Casanova


Em 2023, apenas 48% das crianças com menos de 3 anos, estavam a frequentar a creche.

O retrato da Educação em Portugal está a ser apresentado esta quinta-feira, em Lisboa, pelo núcleo de estudos da Fundação Belmiro de Azevedo.

Desde a ida para a creche até aos cursos que permitem ter um melhor salário, passando pelos pela falta de professores e educadores, o Balanço Anual da Educação é publicado pela primeira vez.

O Explicador Renascença esclarece.

A consegue dar reposta a todas as necessidades?

Não, ainda não há vaga para todas as crianças. De acordo com o EDULOG, que é o gabinete de estudos da Fundação Belmiro de Azevedo, a universalidade ainda está distante.

Em 2023, apenas 48% das crianças com menos de 3 anos, estavam a frequentar a creche. Este organismo identifica a Grande Lisboa, o Grande Porto e o sudoeste alentejano e algarvio, como as zonas onde é mais difícil ter vaga na creche.

Já quanto à frequência no pré-escolar, os números são diferentes. Cerca de 94% das crianças, dos 3 aos 5 anos, estavam integradas na rede, mas para isto ser possível, a qualidade pode ficar em causa, em algumas regiões do país.

Porquê?

Porque o número de crianças por educador é muito elevado. Ao nível nacional a média é de 15,6, ligeiramente acima da média da OCDE, que é de 15 alunos numa sala.

Mas se olharmos para determinadas zonas do país, esse rácio pode chegar às 20 crianças. É o que acontece, por exemplo, em Lisboa e em Setúbal e é nesse sentido que os peritos do EDULOG consideram que nem sempre há condições para dar uma resposta de qualidade.

No entanto, também não há alternativas. Faltam jardins de infância e faltam educadores.

Também há falta de profissionais nas creches?

Já começa a ser um problema. A classe está a envelhecer, mas a situação mais complicada é no 2.º e 3.º ciclos e também no secundário, onde cerca de 60% dos professores tinham 50 ou mais anos, no ano letivo 2022/2023.

Portanto, o EDULOG avisa que a falta de docentes vai acentuar-se.

Até 2030, estima-se que se aposentem 40% dos profissionais.

Jovens têm fortes possibilidades de ter emprego?

Não são os únicos. O risco de desemprego é menor entre os que têm mais estudos. Esta é outra das conclusões deste balanço anual da Educação.

O relatório indica que um trabalhador com mestrado ganha quase o dobro de um que tenha apenas o 12.º ano. Quem tem a licenciatura ganha em média, mais 45%.

Os investigadores alertam para o facto da licenciatura estar a perder valor no mercado de trabalho, com os empregadores a mostrarem uma preferência por qualificações cada vez mais elevadas.

Quais as áreas com os melhores salários?

De acordo com o EDULOG, as áreas das ciências, da tecnologia, das engenharias, também da informática. Todas elas estão a ter uma forte procura, logo o salário é maior

Já em sentido contrário, estão as áreas dos serviços e humanidades.

De notar, que de acordo com este estudo, as desigualdades salariais estão a acentuar-se entre homens e mulheres, com os homens a ganharem cada vez mais, devido às opções feitas logo no ensino secundário, porque, e os diferentes estudos internacionais mostram isso, os rapazes têm mais apetência pela matemática. que abre portas aos cursos que têm maior procura.

Onde é que está essa informação?

A partir da meia-noite desta sexta-feira, na página da Renascença, temos toda a informação sobre os cursos com desemprego zero.

Informação com base na plataforma do INFO Cursos, do Ministério da Educação.

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