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Como é que foi possível o roubo de jóias no Museu do Louvre?
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Como é que foi possível o roubo de jóias no Museu do Louvre?

20 out, 2025 • André Rodrigues


O Louvre é um dos museus mais protegidos do mundo, mas este roubo acabou por expôr algumas vulnerabilidades.

É um cenário de filme e aconteceu este domingo no Museu do Louvre, em Paris. Assaltantes entraram e conseguiram roubaram várias jóias, em plena luz do dia e com visitantes lá dentro.

Como é que isto foi possível, num dos museus mais seguros e vigiados do mundo?

É a pergunta para a qual os investigadores ainda não encontraram uma resposta. De facto, o Louvre é um dos museus mais protegidos do planeta, mas este roubo acabou por expôr algumas vulnerabilidades.

O que se sabe, até ao momento, é que há obras em curso no cais do rio Sena, mesmo ao lado do museu, e que os assaltantes aproveitaram a entrada do estaleiro de obras e utilizaram uma plataforma elevatória para conseguir entrar no Museu.

Depois, as ferramentas: os assaltantes utilizaram pequenas motosserras silenciosas para abrir as vitrines.

E, finalmente, o timing que também foi calculado. O roubo ocorreu logo após a abertura, durante a transição de equipas de segurança. Portanto, haveria menos atenção por parte dos vigilantes.

O Ministério Público francês quer perceber por que razão é que os sistemas de alarme e de vigilância não foram acionados a tempo.

Que peças foram roubadas?

Entre os objetos roubados estão oito a nove peças de joalharia da monarquia francesa do século XIX, incluindo um colar e brincos das coleções de Napoleão Bonaparte e da imperatriz Josefina e uma coroa da imperatriz Eugénia, composta por mais de 1.300 diamantes e 56 esmeraldas que, entretanto, já foi recuperada.

Há, ainda, outras peças que foram roubadas. Tudo isto em apenas sete minutos, o que significa que tudo isto foi muito bem preparado.

Alguém foi apanhado?

Até o momento, ainda não há detenções confirmadas. Sabe-se que, pelo menos, quatro suspeitos encapuzados participaram neste roubo, mas ainda não foram identificados.

Nesta altura, as autoridades analisam as imagens de videovigilância do museu para rastrear os trajetos dos assaltantes que conseguiram fugir de mota.

Já houve outros roubos no Louvre no passado?

Embora raros, sim, já houve alguns incidentes. E num deles, o alvo foi o quadro de Mona Lisa - que é a atração mais procurada do Louvre. Aconteceu em 1911. E o quadro só foi recuperado dois anos depois.

Em 1956, a obra de Da Vinci voltou a ser alvo de dois ataques.

E, em 1998, foi furtada a pintura “Le chemin de Sèvres”, do pintor francês Camille Corot, uma obra avaliada em várias centenas de milhar de euros e que nunca foi recuperada. Este foi o último incidente antes do roubo deste fim de semana. Portanto, apesar da reputação de segurança, o museu do Louvre não é imune a falhas pontuais.

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