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INEM vai mudar de liderança? Quem são os possíveis substitutos?

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INEM vai mudar de liderança? Quem são os possíveis substitutos?

24 out, 2025 • Anabela Góis


Há três nomes em cima da mesa, mas Luís Cabral é o favorito a suceder a Sérgio Janeiro no cargo.

O Instituto Nacional de Emergência Médica vai mudar de presidente. Sérgio Janeiro foi informado esta quinta-feira que não vai continuar no cargo e o substituto já está escolhido.

Quem vai ser?

Luís Cabral é o nome de que se fala. É médico anestesista, foi secretário regional da Saúde nos Açores, de 2012 a 2016 e é, atualmente, responsável clínico pelo serviço de Proteção Civil - ou seja, coordena a emergência médica nos Açores.

Confrontada pelos jornalistas, a ministra da saúde não confirmou o nome, mas confirmou que a escolha está feita e recai sobre um dos três candidatos que foram avaliados pela CRESAP - a Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública. Ana Paula Martins disse também que ainda não há um despacho de nomeação.

E quem são os outros dois?

Um é o próprio Sérgio Janeiro, o tenente-coronel que ontem foi chamado ao Ministério da Saúde para ser informado por Ana Paula Martins que não será reconduzido no cargo de presidente do INEM.

O outro é Nelson Pereira, médico do Hospital de São João e presidente da Competência em Emergência Médica da Ordem dos Médicos.

O terceiro é Luís Mendes Cabral.

E Luís Cabral já fez algum comentário?

Hoje limitou-se a afirmar que “aguarda serenamente” a decisão, que ainda não é oficial, mas recentemente tinha dito ao jornal Público que estava disponível para ocupar o cargo e ajudar o país.

Assumiu que “não conhece a maioria dos dossiers a fundo, mas, se for essa a vontade política" estará disposto a contribuir para a resolução dos problemas do INEM porque considera que “tem essa capacidade".

E como é que o nome foi recebido no INEM?

Não muito bem. Rui Lázaro, do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), admite uma forte contestação se a escolha se concretizar.

O responsável pediu já ao primeiro-ministro a reavaliação da nomeação de Luís Cabral, alegando que a escolha suscita "muitas preocupações" nos profissionais e sublinha que o modelo dos Açores não serve para o continente, porque é demorado, causa constrangimentos ao serviço e é excessivamente caro.

O Presidente da Comissão de Trabalhadores do INEM também se mostrou preocupado com a data escolhida para o anúncio pela instabilidade que a mudança pode causar.

E há mais mudanças a caminho no INEM?

Há, mas vão depender das conclusões da comissão técnica independente, que foi nomeada para apresentar uma proposta de refundação do INEM até ao início de Dezembro.

O objetivo é rever as competências e as atribuições legais que o INEM exerce, nas áreas operacional, de formação e de regulação e avaliar o sistema de controlo interno do instituto.

A ministra da Saúde diz que espera ter pronta até ao final do ano uma proposta de lei orgânica do Instituto de Emergência Médica.

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