04 dez, 2025 • André Rodrigues
Pode ser uma boa notícia para as famílias mais carenciadas. O Governo quer atribuir uma bolsa suplementar de 1.045 euros para incentivar a entrada no Ensino Superior.
De acordo com a proposta do Governo, os beneficiários serão estudantes com o escalão 1 do abono de família. Portanto, os agregados familiares com rendimentos mais baixos.
Este é um apoio específico para os alunos que ingressam pela primeira vez no ensino superior.
É automático. Portanto, esta bolsa extra vai ser atribuída de imediato aos alunos que se matriculem na faculdade e que tenham beneficiado do escalão A de Ação Social Escolar.
Portanto, não é necessário apresentar uma candidatura separada, nem fazer prova de rendimento. Isto para reduzir a burocracia e para dar maior segurança financeira aos estudantes em situação mais vulnerável, para que possam receber os valores atempadamente.
Esta bolsa extra é atribuída apenas uma vez, só no primeiro ano de matrícula no Ensino Superior.
Nos anos seguintes, os estudantes continuam a poder beneficiar das bolsas de ação social regulares, calculadas de acordo com o rendimento familiar e com o custo real de vida no concelho onde estudam.
Com isto, o Governo pretende travar o abandono precoce, sobretudo dos alunos mais vulneráveis, uma vez que os custos iniciais de transição para o ensino superior são bastante elevados.
Sim, é um apoio independente da bolsa de ação social tradicional. Logo, um estudante do escalão 1 do abono de família pode receber a bolsa de estudo tradicional que passa a ser calculada pelo novo modelo - que cobre propinas, alimentação, transporte e alojamento. E mais este apoio que, no fundo, vai ajudar a mitigar esses custos.
O objetivo é reforçar o apoio inicial aos estudantes no momento do ingresso no Ensino Superior, mas sem substituir os apoios regulares que já existem.
Para já, é apenas uma proposta do Governo para a reforma da ação social.
A entrada em vigor vai depender de uma aprovação final, depois de ouvidas as universidades, os politécnicos e as associações académicos. Mas o Executivo pretende que a medida esteja disponível já no próximo ano letivo.