04 dez, 2025 • Anabela Góis
Aconteceu no Hospital de Gaia esta quarta-feira: uma bebé de quatro meses foi levada pela mãe, quando estava à guarda do Estado, sem que os alarmes do centro hospitalar disparassem.
A mãe terá retirado, sem a danificar, a pulseira da bebé que emite um alarme caso sejam ultrapassadas as portas do serviço.
A mãe terá levado a criança de quatro meses da unidade de pediatria onde estava internada.
A pulseira foi encontrada junto ao caixote do lixo no serviço de pediatria, intacta. Se tivesse sido cortada, o alarme disparava imediatamente - diz o administrador do hospital - e trancava as portas do serviço.
O hospital assume que a mulher terá levado alguns dias para alargar a pulseira para conseguir retirá-la sem danificação.
O conselho de administração promete avaliar não só o sistema de pulseiras, como todos os procedimentos. Foi instaurado entretanto um inquérito interno, cujas conclusões deverão ser conhecidas dentro de uma semana.
No entanto, terá decidido levá-la quando o tribunal determinou que a bebé seria entregue a uma família de acolhimento porque, segundo apurou a Renascença, a mulher vive num acampamento, sem condições de habitabilidade, na região de Grijó, concelho de Vila Nova de Gaia.
Fonte da PSP confirma que já teve acesso às imagens de videovigilância do hospital de onde a bebé foi levada ontem, por volta das 15 horas e que estão a ser analisadas.