09 dez, 2025 • Alexandre Abrantes Neves
A greve geral marcada pelas duas centrais sindicais para esta quinta-feira, 11 de dezembro, tem o objetivo de paralisar o país para protestar contra a reforma laboral. Esta é a primeira greve geral conjunta da CGTP e da UGT desde os tempos da Troika.
Prevê-se a adesão de muitos setores, especialmente nos setores da saúde, da educação e dos transportes. Mas quais são os trabalhadores que vão aderir a esta greve?
O Explicador Renascença esclarece.
Médicos e enfermeiros já mostraram apoio à greve e a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, já avisou que o Serviço Nacional de Saúde poderá ser bastante afetado, mas disse ter "esperança" nos profissionais de saúde.
Ainda assim, há serviços mínimos decretados: cirurgias de urgência, serviços de internamento, cuidados intensivos e paliativos, tratamentos oncológicos e de hemodiálise estão em princípio garantidos.
Também os técnicos do INEM já anunciaram fazer greve, mas ainda estão em reuniões com a ministra da Saúde. Caso o encontro resulte em medidas positivas, os técnicos admitem poder recuar e não aderir ao protesto.
Muitos pais e encarregados de educação já estão a ser avisados para não levarem as crianças à escola, já que coincide com uma greve do pessoal não-docente.
Relativamente aos transportes públicos, metro, comboios, autocarros, barcos vão ser afetados pela greve e ainda não são conhecidos os serviços mínimos – exceto o Metro de Lisboa que já anunciou que não os vai ter, apesar da empresa insistir que é possível compatibilizar o exercício do direito à greve sem comprometer o serviço.
Já nos aeroportos prevê-se que pilotos, tripulantes e pessoal de terra vão aderir igualmente ao protesto.
Para além destes setores, as telecomunicações e a banca anunciaram interesse em protestar nesta quinta-feira
Portugueses devem contar com disrupção em vários s(...)
Quem quiser fazer greve não precisa de pertencer a nenhum sindicato, nem de avisar a entidade empregadora ou chefia.
Ninguém pode ser prejudicado ou impedido de aderir à paralisação, mas o dia não é pago, mesmo sendo uma falta justificada.
É preciso apresentar uma justificação escrita para provar que a falta não foi para fazer greve, mas sim por qualquer outro motivo.
Com a rede de transportes afetada, os atrasos ou faltas são prováveis, mas os trabalhadores devem pedir uma justificação junto dos prestadores de serviços. Por exemplo, pedir um documento à CP, Metro de Lisboa ou outra rede de transportes públicos.