10 dez, 2025
É a primeira vez desde 2013 que as duas centrais sindicais se juntam para um protesto.
Antes de mais, é importante perceber: quem é que pode fazer greve?
Todos os trabalhadores, independentemente de serem do setor público ou privado. Basta que haja um pré-aviso de greve dirigido ao empregador e ao ministério responsável pela área laboral, com uma antecedência de cinco dias úteis.
No caso da greve desta quinta-feira, o aviso prévio de greve geral apresentado pela UGT e pela CGTP é válido para todos os trabalhadores por conta de outrem, cujos sindicatos estejam abrangidos.
Quais é que deverão ser os setores mais afetados?
Saúde, Educação e Transportes. Começamos pelo setor da Saúde: os sindicatos dos médicos e dos enfermeiros já manifestaram o seu apoio à greve. Já o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar saem do protesto.
Seja como for, na área da saúde - mesmo com serviços mínimos - o Governo prevê que consultas e cirurgias programadas sejam fortemente afetadas pela greve geral.
Para que se cumpram os serviços mínimos em cada unidade de saúde, o que está definido é que terá de haver um número de trabalhadores equivalentes aos escalados a um domingo ou feriado em cada turno.
E na educação, o que podemos esperar?
Escolas fechadas. E o cenário mais provável. Por exemplo, em Lisboa, há várias escolas em Lisboa que já estão a avisar alunos e pais que o mais provável é não abrir portas amanhã. Isto porque nas escolas praticamente todos os trabalhadores estão abrangidos pelo pré-aviso, desde os professores até aos funcionários.
E nos transportes?
Pode haver atrasos significativos e supressões, tanto de comboios, como dos barcos que fazem a travessia do Tejo ou os autocarros da Carris. Embora para estes casos estejam previstos serviços mínimos.
Já para quem costuma utilizar o Metropolitano de Lisboa, pode ser bem mais complicado, porque não vai haver serviços mínimos.
Outra nota importante: para quem quer viajar para fora do país também é importante ter em conta que o setor de aviação vai aderir à greve geral.
A TAP inclusive já cancelou voos marcados para 11 de dezembro.
Que outros trabalhadores poderão fazer greve?
Bancários, arquitetos, jornalistas, porque todos os sindicatos aderiram à greve.
Os trabalhadores da Autoeuropa e os funcionários das telecomunicações, por exemplo, também decidiram avançar para o protesto.
E as forças de segurança?
Por lei, não podem fazer greve. Porque os serviços prestados pelas forças de segurança e também pelas forças armadas estão diretamente ligados à soberania e à integridade territorial do país. Portanto, devem ser garantidos esses serviços, essenciais para a segurança e manutenção de equipamentos. No entanto, não podem aderir à greve, mas vão estar em protesto, junto à residência oficial do primeiro-ministro.