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Árbitros vão usar bodycams. Como é que vai funcionar?
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Árbitros vão usar bodycams. Como é que vai funcionar?

16 dez, 2025 • André Rodrigues


Federação Portuguesa de Futebol acredita que estas bodycams podem contribuir para reforçar a transparência da arbitragem, aproximando os adeptos das decisões, diminuindo aquela perceção de que há um fosso entre os árbitros e o público.

Pode ser uma inovação na arbitragem em Portugal. Os árbitros vão utilizar bodycams fixadas nos equipamentos.

A experiência vai arrancar já nos jogos dos oitavos de final da Taça de Portugal.

O Explicador Renascença esclarece.

Por que é que esta medida vai avançar?

A decisão surge depois uma série de testes em provas internacionais, como o Mundial de Clubes e a Taça Intercontinental, em que a utilização destas câmaras corporais foi bem acolhida.

Por cá, também a Federação Portuguesa de Futebol acolheu este passo inovador porque acredita que estas bodycams podem contribuir para reforçar a transparência da arbitragem, aproximando os adeptos das decisões, diminuindo aquela perceção de que há um fosso entre os árbitros e o público.

Ou seja, o objetivo é criar uma experiência mais envolvente para quem acompanha os jogos de futebol.

E como é que vai funcionar?

Os árbitros vão utilizar câmaras corporais fixadas nos uniformes, já nos oitavos de final da Taça de Portugal. As primeiras partidas são esta quarta-feira.

Estas câmaras vão captar imagens na perspetiva do árbitro, mostrando como é que ele está a ver e a viver o jogo em tempo real.

Esta tecnologia vai ser aplicada de forma experimental. Portanto, não passa a ser a regra a partir de agora. Mas pode vir a ser no futuro.

Tudo vai depender de como correr esta experiência nos jogos da Taça.

As imagens vão ser partilhadas com o público?

Não. Os adeptos no estádio não terão acesso às imagens em direto.

As bodycams vão gravar as imagens e, posteriormente, elas poderão ser utilizadas para conteúdos televisivos, conteúdos educativos ou de análise de arbitragem.

O que é que está previsto para acautelar privacidade?

É um dos pontos críticos desta tecnologia. Até agora, a Federação Portuguesa de Futebol apenas anunciou a estreia das bodycams nos árbitros, mas não foram divulgadas regras específicas sobre proteção de dados e privacidade.

Seja como for, esta é uma primeira experiência mas, se ou quando venha a ser aplicada no futuro terá de ter em atenção questões sensíveis.

Por exemplo, a captação de áudio e imagem. O que é que se faz com esses conteúdos; depois, é necessário o consentimento dos intervenientes, porque podem ser levantadas questões relacionadas com direito à imagem e à voz.

Outra questão sensível: quem é que vai ter acesso às gravações e por quanto tempo serão guardadas.

E, finalmente, a pressão adicional sobre árbitros, porque cada gesto, cada palavra são gravados, o que pode condicionar a atuação das equipas de arbitragem.

Se correr bem, o que é que acontece?

Aí, a FPF pode expandir a iniciativa para outras competições nacionais, como a Primeira Liga ou a Taça da Liga e influenciar outras federações europeias, posicionando Portugal como referência na inovação tecnológica aplicada à arbitragem.

No entanto a eventual adoção futura desta tecnologia está dependente da UEFA e da FIFA que terão a última palavra sobre a globalização desta experiência.

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