29 dez, 2025 • Anabela Góis
O que é que se passou?
Houve uma forte corrida aos apoios do Fundo Ambiental. As candidaturas abriram às 10h da manhã e, duas horas depois, já tinham sido ocupadas mais de 80% das 2.200 vagas. As restantes preencheram-se pouco depois. Às 16h, o número total de candidaturas apresentadas era de 2.203, das quais 2.201 foram consideradas elegíveis.
O valor global disponível era de 8,8 milhões de euros, destinados a atribuir 2.200 incentivos à compra de veículos 100% elétricos. Estes apoios estavam previstos para durar 45 dias, mas esgotaram em poucas horas.
Mas os apoios não são só para compra de carros...
Não. As candidaturas para outros tipos de veículos também esgotaram. Isto inclui bicicletas convencionais, motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos.
Mas como é que é feita a seleção?
Segundo as regras do Fundo Ambiental, as candidaturas são aprovadas pela ordem de entrada, com base na data e hora de submissão. Isto significa que os apoios são atribuídos aos primeiros candidatos que apresentem a documentação correta e cumpram todos os critérios de elegibilidade.
E que regras são essas?
Para veículos ligeiros de passageiros, o apoio destina-se a pessoas singulares. O valor do incentivo é de 4.000 euros, aplicável à compra de um carro 100% elétrico novo e ao abate de uma viatura com mais de 10 anos a combustíveis fósseis. São elegíveis apenas veículos adquiridos por compra e venda ou locação financeira com duração mínima de 24 meses, desde que os contratos tenham sido celebrados depois de 1 de janeiro de 2025. O custo total do carro não pode ultrapassar os 38.500 euros (incluindo IVA e despesas associadas). Para veículos com mais de cinco lugares, o limite máximo é de 55.000 euros.
E para as bicicletas?... o que é que é necessário?
No caso de bicicletas convencionais para uso citadino, o incentivo cobre 50% do valor de aquisição, até ao máximo de 500 euros (IVA incluído). Esta tipologia tem um limite de 545 apoios ou de 272.500 euros no total. Para bicicletas de carga com assistência elétrica, o apoio é de 50% do valor de compra, até ao máximo de 1.500 euros. Já as bicicletas com assistência elétrica para uso citadino têm um teto de 750 euros.
Falta só falar dos motociclos...
Para motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos, o apoio também cobre 50% do custo de aquisição, com um limite máximo de 1.500 euros por veículo. O montante total disponível era de 750.000 euros, suficiente para apoiar 500 candidaturas. Havia ainda um apoio específico para a instalação de carregadores de veículos elétricos, com um valor máximo de 1.000 euros. Neste caso, estavam disponíveis 300 cheques.
E agora que esgotaram os incentivos... vai haver mais?
Sim. O Governo admite lançar um novo programa de apoio à compra de automóveis elétricos no início do próximo ano. A informação foi confirmada à Renascença pelo Ministério do Ambiente, que considera um sucesso o programa que esgotou em menos de quatro horas esta segunda-feira.