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A corrida para 2026: Quem já está a celebrar o Ano Novo?

31 dez, 2025 • Pedro Mesquita


À medida que Portugal se aproxima da meia-noite, o mundo já começou a dar as boas-vindas a 2026.

Em Portugal já passa das cinco e meia da tarde (com exceção dos Açores, claro – onde todos são uma hora mais jovens!).

Estamos a aproximar-nos, a grande velocidade, do momento em que vamos dar as boas-vindas a 2026.

A grande velocidade mesmo: cerca de 1300 quilómetros por hora, que é a velocidade de rotação da Terra na latitude de Portugal. É, portanto, a essa velocidade que se aproxima o novo ano. Mas é mais simples fazer as contas pelo relógio: faltam pouco mais de seis horas.

Faltam para nós, mas já há vários países que entraram em 2026. Quantos já festejaram a passagem de ano?

A partir da lista de Estados soberanos que, nesta altura, já têm pelo menos uma parte do território em 2026, são 34 países. Ou seja, a grande maioria ainda tem o champanhe no frigorífico à espera da meia-noite.

A conta não é fácil, porque há países com fusos horários de meia hora ou até de um quarto de hora.

Por exemplo, em Myanmar (antiga Birmânia) são mais 6h30 do que em Portugal. Myanmar acabou de entrar em 2026 quando eram cinco e meia da tarde cá.

E há casos como as Ilhas Chatham, na Nova Zelândia, onde são mais 13h45 do que em Portugal. Quer dizer que festejaram a entrada no novo ano quando eram dez e um quarto da manhã aqui.

Qual foi o primeiro país do mundo a entrar em 2026?

Foi Kiribati, no Pacífico, às dez da manhã portuguesa – diferença horária de 14 horas. Logo depois, a Nova Zelândia, graças às suas ilhas Chatham.

Entre os países lusófonos, Timor-Leste foi o primeiro: chegou a 2026 às três da tarde, hora portuguesa.

Há também países com vários fusos horários – aí sim, é literalmente “con-fuso”!

Mais de vinte países têm zonas horárias diferentes. Até Portugal já foi pluricontinental, com Macau, onde são mais oito horas do que cá.

O país com mais fusos horários é França, que tem territórios no Pacífico já em 2026 e outros que só entram no novo ano quase ao final da manhã portuguesa.

E há casos curiosos, como as Ilhas Samoa, onde há a tradição de celebrar duas vezes a passagem de ano. São dos primeiros a entrar no novo ano, mas têm ao lado a Samoa Americana, que é das últimas. Há quem vá de barco ou avião – é uma viagem curtíssima – e festeje outra vez no dia seguinte.

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