31 dez, 2025 • Sérgio Costa
Em 2026 os preços vão ficar mais elevados.
O Explicador Renascença esclarece o que vai aumentar no novo ano e algumas das razões que levam a um maior custo.
O preço do pão vai subir, assim como o peixe, a carne de vaca e os ovos.
A Associação do Comércio e Indústria do pão não esclarece um valor exato.
Carne e peixe deverão sofrer um aumento até 6%, mas, atenção, o aumento não será imediato. A Associação de Empresas de Distribuição esclarece que o aumento será progressivo ao longo de 2026 e só mais para o final de 2026 é que será concretizado o aumento de 6%.
Diferente será o cenário para a carne de porco, leite, azeite e café onde os preços não deverão sofrer grandes alterações
Subida dos custos de produção e inflação. Esta é a explicação para o aumento de preços destes produtos em 2026
Sim. A partir de 1 de janeiro as rendas poderão subir até 2,3% caso os senhorios pretendam. Ou seja, numa renda de 500 euros, serão mais 11 euros por mês.
Mas as subidas de custos na habitação não se resumem às rendas. Quem tem crédito habitação e quiser pagar antecipadamente parte ou a totalidade do empréstimo vai voltar a ter custos com comissões bancárias. Uma decisão do governo.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para casas novas ou reconstruídas também vau aumentar. O preço por metro quadrado para efeitos de IMI e da avaliação fiscal dos imóveis vai subir para de 665 euros para 712,5 euros
Bilhetes de transportes ficam mais caros, mas os passes não sofrem alterações
O bilhete de uma viagem (uma hora em toda a rede) Carris/Metro passa a custar 1,90 euros. Um aumento de cinco cêntimos.
Cinco cêntimos é também o aumento previsto para o Andante no Porto.
Portagens vão ficar mais caras. As taxas vão subir mais de 2,2%. Por exemplo na A1 entre Lisboa e o Porto, para a classe , o preço vai aumentar 45 cêntimos, para 25,05 euros
Na A2 entre Lisboa e Algarve, sobre 50 cêntimos para 23,80 euros
Também o trajeto A2/A6 - Percurso Marateca / Caia, para veículos de Classe 1, terá um aumento de 35 cêntimos, para 15,40 euros.
Os preços regulados da eletricidade vão subir na ordem de 1% no próximo ano. Trata-se de uma decisão da Entidade reguladora do Sector Energético alinhada com a proposta apresentada em outubro passado. Os cálculos apontam para aumentos entre 0,18 e 0,28 euros por mês no início do próximo ano.
Já no mercado livre, a EDP Comercial, que domina o mercado, indica que os preços vão descer, em média, 1%. A Galp aponta para uma descida de 0,5%. A Iberdrola indica que não vai mexer na sua componente da energia.
As restantes empresas não avançaram qualquer indicação
Nos seguros. Deverão voltar a subir em 2026 e, desta vez, o aumento poderá chegar aos 10%,
De acordo com os especialistas esse aumento significativo justifica-se por exemplo com o envelhecimento da população segura nas empresas, o prolongamento da idade ativa até à reforma, e a transferência de custos do SNS para o privado em doenças de alto custo.
As principais operadoras vão subir preços, mas não há ainda um valor definido.