02 jan, 2026 • João Maldonado
Pelo menos 40 pessoas morreram na sequência de um incêndio nesta quarta-feira após uma explosão, num bar de uma estância de esqui, localizado em Crans-Montana, na Suíça.
A tragédia aconteceu numa festa de passagem de ano e, para além de mais de uma centena de feridos, alguns países já anunciaram desaparecidos. Mas algum português estava nessa trágica festa de Ano Novo?
O Explicador Renascença esclarece.
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Uma mulher portuguesa está entre os feridos deste incidente na estância de ski de Crans-Montana, localizada no sudoeste da Suíça, avançou à Renascença o secretário de Estados das Comunidades, Emídio Sousa. A mulher está internada no Hospital de Syon.
Uma outra portuguesa está também desaparecida. A informação foi partilhada esta tarde durante uma conferência de imprensa organizada pelas autoridades suíças.
Até ao momento, 105 feridos foram já identificados e outros 14 permanecem desconhecidos. Além de uma portuguesa, a esmagadora maioria dos feridos tem nacionalidade suíça, mas há também franceses, italianos, sérvios, um bósnio, um polaco e um luxemburguês.
O governo português respondeu ao pedido europeu de auxílio e disponibilizou à Suíça duas vagas para o acompanhamento de doentes queimados. Em específico, uma vaga no Porto e outra em Lisboa.
Para já, está previsto que cerca de 50 feridos sejam transportados para fora da Suíça, de forma a serem acompanhados em centros de recuperação para queimaduras graves.
Para evitar uma situação de rutura, nos hospitais suíços mais perto da tragédia foi lançada uma campanha de doação de sangue.
Junto ao local continuam a ser colocadas flores e velas. Para além disso, também foi criada uma linha telefónica de apoio a familiares.
Tragédia terá sido provocada por velas pirotécnica(...)
Neste momento, ainda não há dados finais. O último balanço indica 40 mortos, mas o número pode ainda subir.
Sabe-se que a maioria dos internados está em estado crítico e os próximos dias serão, por isso, decisivos para perceber a capacidade de recuperação de cada um.
A tragédia terá sido provocada por velas pirotécnicas usadas durante a festa. Segundo a procuradora encarregue pelo caso, estes engenhos foram fixados em garrafas de champanhe e ficaram demasiado próximos do teto.
Já passava da uma da manhã quando se deu o incêndio e, segundo o relato dos sobreviventes, a situação é descrita como uma deflagração muito rápida e generalizada das chamas. As imagens divulgadas nas últimas horas ajudam também a perceber estes momentos de tensão vividos no bar "A Constelação".
A investigação prossegue e, para além de apurar as causas deste incidente, as autoridades estão naturalmente interessadas em perceber se as medidas de segurança foram seguidas: nomeadamente o uso de extintores e as rotas de fuga do local.
Em cima da mesa podem estar, por negligência, os crimes de incêndio, homicídio e ofensa à integridade física.