08 jan, 2026 • André Rodrigues
Longas filas. Foi este o cenário no aeroporto de Lisboa nas últimas semanas.
Em causa está o desembarque de voos com origem fora do espaço Schengen. O Governo garante que o controlo de fronteiras nos aeroportos não foi suspenso.
O Explicador Renascença esclarece.
Aparentemente, não. É, pelo menos, o que diz o ministro das Infraestruturas.
Miguel Pinto Luz assegura que o controlo de fronteiras continua plenamente ativo.
Portanto, não foi suspensa a fiscalização, mas sim o novo sistema europeu de entrada e saída, que ainda não assegura tempos de espera eficientes.
É um sistema biométrico, comum a toda a União Europeia, para registar entradas e saídas de cidadãos de países terceiros, substituindo o carimbo no passaporte por um registo digital.
Por isso, enquanto esse sistema não estiver a funcionar de forma estável, Portugal mantém o modelo anterior.
Logo, não está em risco o controlo de fronteiras nos aeroportos nacionais.
Não. A adoção do novo sistema europeu de entradas e saídas também está a criar problemas noutros países europeus.
Porque, tal como em Portugal, também não está suficientemente agilizado e não assegura a fluidez necessária nos aeroportos.
Para já, não. O ministro das Infraestruturas evita comprometer-se com um calendário.
No entanto, diz estar a trabalhar com Bruxelas, com a ANA e com as forças de segurança para garantir que o sistema europeu de entradas e saídas possa ser aplicado o mais rapidamente possível, mas sem pôr em causa operação aeroportuária.
O ministro assegura que estão a ser mobilizados meios necessários, incluindo um reforço de meios humanos.
De resto, já esta semana, a GNR reforçou o dispositivo no aeroporto de Lisboa para dar resposta mais eficaz ao movimento de passageiros vindos do exterior do espaço Schengen.
Para já, o Governo garante que todas as etapas estão a ser cumpridas para o futuro Aeroporto Luís Vaz de Camões, em Alcochete.
Ainda este mês, a ANA Aeroportos deverá entregar a primeira fase do relatório ambiental.
Até à abertura do novo aeroporto, o atual terá de funcionar pelo menos mais 10 a 12 anos, o que justifica as obras em curso.
De resto, esta quarta-feira, Miguel Pinto Luz inaugurou as obras de melhoria do Terminal 2, que agora conta com quatro novas portas de embarque, mais espaço de circulação, mais lugares sentados e tecnologia atualizada.