19 jan, 2026 • André Rodrigues
Confirmado o cenário de uma segunda volta para as Presidenciais. António José Seguro ou André Ventura, um deles será o próximo presidente da República, depois de uma primeira volta que foi a mais concorrida de sempre.
O Explicador Renascença esclarece.
8 de fevereiro. É a data da segunda volta das eleições presidenciais. É o prazo fixado pela Constituição.
Quando nenhum candidato ultrapassa os 50%, há uma nova votação dentro de 21 dias. É exatamente isso que vai acontecer, agora numa corrida a dois: António José Seguro e André Ventura voltam a disputar o cargo de Presidente da República.
Ou seja, exatamente 40 anos depois da disputa presidencial entre Freitas do Amaral e Mário Soares, as eleições para Belém voltam a ser decididas em duas voltas. E será a segunda vez que tal acontece na história da democracia portuguesa.
Não de imediato. Só depois de o Tribunal Constitucional confirmar oficialmente os dois candidatos que passam à segunda volta. Isso acontecerá esta semana.
Assim que o resultado desta primeira volta for homologado, a campanha reabre logo a seguir. E terá duração da campanha da primeira volta, ou seja, duas semanas.
Tal e qual como na primeira volta. A lei eleitoral não faz qualquer distinção. Sempre que há uma eleição presidencial, há voto antecipado em mobilidade, desde que o eleitor se inscreva dentro do prazo definido pela administração eleitoral.
Por isso, quem não puder ir votar no dia 8, tem de estar atento aos prazos para poder exercer o seu direito. O mesmo acontece para as comunidades portuguesas no estrangeiro, que têm datas próprias para poder votar.
Toda a logística eleitoral é coordenada pela Comissão Nacional de Eleições.
Só António José Seguro é que recebeu o apoio declarado dos restantes candidatos de esquerda - Jorge Pinto, Catarina Martins e António Filipe.
À direita, o PSD não declara apoio a nenhum dos candidatos, o que já ontem levou a André Ventura a enviar um recado direto a Luís Montenegro e também à Iniciativa Liberal, dizendo que a direita só não vencerá estas eleições se sociais-democratas e liberais forem egoístas.