04 fev, 2026 • Anabela Góis
Após a passagem da depressão Kristin, telhas de fibrocimento com amianto, um material altamente perigoso para a saúde pública, estão espalhadas pelas ruas.
Depois do vendaval, populares, bombeiros e proteção civil estão a tentar remediar habitações e espaços públicos, mas a Direção-Geral da Saúde (DGS) já alertou que há risco de exposição a este material durante as limpezas, remoção de destroços e reparações de telhados.
O Explicador Renascença esclarece.
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Entrevista
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No caso de haver materiais suspeitos de conter amianto, não se deve mexer, muito menos cortar ou partir esses materiais.
As pessoas devem ser afastadas do local e evitar varrer ou aspirar, porque qualquer uma destas ações pode dispersar fibras no ar. Durante décadas, o amianto foi utilizado em edifícios, nomeadamente no chamado fibrocimento.
Contudo, foi proibido quando se provou que podia causar cancro e outras doenças graves, mas continua presente em várias casas e outras estruturas antigas.
Nos casos em que os materiais suspeitos de conter amianto já estejam no chão ou sejam resíduos, deve ser contactada a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) da região.
A remoção de telhas ou materiais que ainda estejam instalados deve ser realizada por uma empresa certificada, de forma a garantir a reparação dos espaços em segurança.
Mau tempo
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Há quem esteja, num ato de solidariedade, a oferecer essas telhas. Os alertas da DGS proveem que não só porque este material é perigoso como é ilegal reutilizar telhas de fibrocimento com amianto.
As autoridades relembram que existem alternativas seguras, mesmo em contexto de emergência, e são essas que devem ser usadas.
Não. O amianto não provoca efeitos imediatos, mas sim a longo prazo, por vezes 10, 20 anos ou mais tarde depois de contactar com amianto.