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Países produtores de petróleo reúnem-se em Viena. O que está em causa?
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Países produtores de petróleo reúnem-se em Viena. O que está em causa?

11 mar, 2026 • André Rodrigues


Perante a escalada no preço do barril nas últimas semanas, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reúne-se esta quarta-feira para discutir eventuais medidas para travar uma crise energética iminente.

Este encontro pode ditar o rumo dos preços do barril de crude nas próximas semanas, face à instabilidade no Médio Oriente.

O que é que está em causa nesta reunião da OPEP?

Os objetivos de produção para os próximos meses. É isso que a Organização de Países Exportadores de Petróleo vai discutir.

Um dos cenários em cima da mesa é o aumento da produção, mantendo o ritmo de expansão que tem seguido recentemente. Mas há fatores de incerteza: a guerra no Médio Oriente, que fez de imediato disparar a cotação do barril de crude. E também a falta de consenso entre os estados membros da OPEP sobre os cortes de produção e o receio de novos conflitos no futuro.

É por isso que esta reunião desta quarta-feira em Viena é importante, até porque o petróleo continua a ser um dos principais pilares da economia mundial.

De resto, as fontes de energias fóssil representam 60% de todo o consumo energético mundial, de acordo com a agência internacional de energia.

O que podemos esperar dos preços do petróleo?

Os sinais mais recentes apontam para uma pressão, mas mais reduzida do que há uma semana.

O preço do barril Brent - que é a referência para a Europa - tem oscilado bastante. Há dois dias, o valor máximo da cotação chegou a aproximar-se dos 120 dólares. Nesta altura, situa-se nos 86 dólares por barril.

O preço poderá estabilizar ou mesmo cair ligeiramente, após as notícias que apontam para uma manutenção, ou mesmo um aumento da oferta. Mas com tendência de queda após notícias de manutenção ou aumento da oferta.

Os consumidores também podem esperar esse alívio na hora de abastecer?

Mesmo se se confirmarem as descidas no preço do petróleo, o impacto na bomba não é imediato.

O que é que podemos esperar? Eventualmente, um novo aumento do preço dos combustíveis a partir da próxima segunda-feira, sendo, no entanto, improvável que se repita o choque sentido no início desta semana.

Portanto, o cenário para a próxima semana é de preços ainda pressionados, mas não tanto como há uma semana.

O que é que pode inverter esta tendência?

A forma como vai evoluir o preço do petróleo e a instabilidade no Estreito de Ormuz, que é por onde passa mais de um quinto do petróleo consumido em todo o mundo. Isso é o mais imediato.

Depois, os conflitos internos dentro da própria Organização de Países Exportadores de Petróleo sobre aumentos ou cortes na produção, o que pode levar a decisões unilaterais de grandes produtores como a Arábia Saudita ou a Rússia. Qualquer destes fatores pode fazer o preço voltar a subir rapidamente.

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