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Aumento recorde das casas. Como está o mercado de habitação em Portugal?
Ouça o Explicador Renascença da tarde desta segunda-feira. Foto: Beatriz Pereira/Renascença

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Aumento recorde das casas. Como está o mercado de habitação em Portugal?

23 mar, 2026 • Fátima Casanova


No Explicador Renascença, esclarecemos o número e o custo médio das casas vendidas em 2025, as regiões com maiores aumentos, o possível contributo dos estrangeiros neste fenómeno e comparamos até que ponto é mais acentuada a subida nas habitações novas ou usadas.

O índice de preços da habitação está a crescer nos últimos anos e em 2025 registou-se a maior subida desde que há registo, segundo um relatório divulgado esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Para além de muitos outros números que mostram que comprar casa pode ser cada vez mais difícil, como está o mercado imobiliário?

O Explicador Renascença esclarece.

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Quantas casas se venderam em 2025?

Em 2025 atingiu-se o maior valor de sempre: venderam-se perto de 170 mil imóveis, o que representa um aumento de 8,6% face ao ano anterior, totalizando mais de 41 mil milhões de euros.

Já no ano passado, os preços da habitação aumentaram quase 18% (17,6%), um novo máximo histórico da altura desde 2009, ano em que o INE começou a medir o Índice de Preços da Habitação.

As famílias portuguesas dominaram o mercado, porque foram responsáveis por cerca de 87% das compras, o peso mais elevado desde 2019.

Em média, quanto custou cada casa comprada pelas famílias?

Cada família teve, em média, de investir cerca de 240.500 euros para comprar uma casa, o que corresponde a um aumento de preço de quase 13% face ao ano anterior.

Aliás, as famílias foram as grandes protagonistas do mercado de habitação em 2025, porque compraram perto de 149 mil casas. Isto equivale a mais 10% em relação a 2024, num total a rondar os 36 mil milhões de euros.

Quais é que têm aumentado mais de preço: as casas novas ou as usadas?

A subida foi mais intensa nas casas usadas: em todos os trimestres do ano passado, o aumento dos preços foi sempre superior ao das casas novas.

Olhando para os gráficos do INE, podemos ver que as casas usadas ficaram quase 19% mais caras, enquanto nas novas, a subida anual de preços foi de cerca de 14%.

E em que regiões se registaram maiores aumentos?

As regiões onde o preço das casas subiu de forma mais expressiva foram o Alentejo e a região de Oeste e Vale do Tejo, sendo que estas zonas foram as que venderam mais casas.

Este aumento de preço pode ter a ver com a lei da oferta e da procura.

O que explica a corrida na compra de casas?

Uma das explicações poderá relacionar-se com as taxas de juro (a Euribor), nos seus diferentes prazos a ficarem muito perto dos 2%.

Também os apoios dados aos jovens até aos 35 anos, podem ter contribuído para este dinamismo do mercado.

E os estrangeiros contribuíram para este aumento?

Pelo terceiro ano consecutivo houve uma redução do número de transações de estrangeiros para compra de casa, o que poderá estar relacionado com o fim dos "vistos gold", em 2023.

Ainda assim, no ano passado, os estrangeiros compraram perto de 8.500 casas.

Qual é o valor médio de cada casa comprada pelos estrangeiros?

Como habitualmente, os estrangeiros que compraram casas mais caras foram os cidadãos do Reino Unido, que em média pagaram por uma casa mais de 512 mil euros.

Seguem-se os americanos com casas a custarem, em média, 479 mil euros, ou seja, casas que custaram praticamente o dobro daquelas que os portugueses compraram no ano passado.

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