Quando termina o ultimato dos Estados Unidos ao Irão?
07 abr, 2026 • Marisa Gonçalves
No Explicador Renascença desta terça-feira, falamos sobre o clima de tensão em torno do ultimato dos Estados Unidos ao Irão, os ataques em curso e os cenários possíveis nas próximas horas.
Quando termina o ultimato dos Estados Unidos ao Irão?
O prazo mais recente apontado pelos Estados Unidos termina na manhã seguinte, hora de Lisboa, o que corresponde às oito da noite nos Estados Unidos. Este é apenas o último de vários ultimatos feitos nas últimas semanas. A 21 de março, foi dado um prazo inicial de 48 horas para a reabertura do Estreito de Ormuz. Depois disso, houve sucessivos prolongamentos: mais cinco dias, depois dez dias, e novamente mais 48 horas. Desta vez, Donald Trump garante que o prazo é definitivo e exige a reabertura total desta via marítima essencial para o comércio mundial, sobretudo de petróleo.
O que está a acontecer no terreno com os ataques ao Irão?
Os bombardeamentos por parte dos Estados Unidos e de Israel continuam. Nas últimas horas, os principais alvos têm sido pontes, estradas e infraestruturas ferroviárias, havendo também registo de vítimas. Estão igualmente a ser reportados ataques contra a Ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, um ponto estratégico para a indústria petrolífera iraniana.
O Irão está disposto a ceder ao ultimato?
Para já, não há sinais de cedência por parte de Teerão. Segundo uma fonte iraniana de alto nível citada pela Reuters, o país não aceita render-se sob pressão nem reabrir o Estreito de Ormuz em troca de “promessas vazias”. A mesma fonte deixa ainda ameaças, afirmando que um eventual ataque dos Estados Unidos às centrais elétricas iranianas poderá deixar toda a região, incluindo a Arábia Saudita, sem eletricidade. Apesar disso, continuam a existir contactos indiretos entre os dois países, com o Paquistão a atuar como intermediário.
O que pode acontecer se o Irão não aceitar as condições dos Estados Unidos?
Segundo declarações de Donald Trump, a recusa iraniana poderá levar a uma escalada extrema. O presidente norte-americano fala em “devastação total” e chegou a escrever que uma “civilização inteira” poderá desaparecer. Ao mesmo tempo, no Irão, multiplicam-se os protestos, com cidadãos a formar cadeias humanas junto de infraestruturas críticas, como centrais elétricas, após ameaças de bombardeamento. Caso não haja um entendimento a curto prazo, prevê-se uma intensificação do conflito no Médio Oriente, com consequências significativas para a estabilidade regional e para a economia mundial.























