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Após cessar-fogo, quando poderá o preço dos combustíveis voltar ao normal?
Ouça o Explicador Renascença da tarde desta quarta-feira. Foto: Ernesto Mastrascusa/EPA

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Após cessar-fogo, quando poderá o preço dos combustíveis voltar ao normal?

08 abr, 2026 • Pedro Mesquita


No Explicador Renascença, esclarecemos se podemos ser otimistas com uma descida do valor do petróleo, quanto tempo pode demorar essa normalização e até que ponto as reservas de petróleo em Portugal não nos protegem de eventuais problemas de abastecimento.

O cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos da América (EUA) é, para já, temporário, mas a verdade é que foi suficiente para uma descida acentuada do petróleo nos mercados internacionais.

Podemos estar otimistas com esta queda dos preços?

O Explicador Renascença esclarece.

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Até que ponto podem os preços voltar à normalidade?

Ainda não há resposta, porque é preciso entender se o acordo de cessar-fogo de 15 dias vai mesmo resultar numa paz duradoura e se o Estreito de Ormuz vai mesmo ser reaberto.

Nas últimas horas, este estreito voltou a ser fechado pelo Irão em protesto contra os ataques israelitas que prosseguem no Líbano.

O Irão defende que o cessar-fogo abrange também o Líbano, mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, já rejeitou este pedido.

Se o preço do petróleo desceu, quer dizer que os mercados acreditam no regresso da "paz"?

Os mercados reagem hora a hora: o petróleo que na manhã desta quarta-feira chegou à casa dos 92 dólares por barril, pela tarde já se aproximava dos 95 dólares – valores abaixo do que tem estado.

Para já, há expectativa para ver se o Estreito de Ormuz reabre ou não, uma vez que ainda estão cerca de 800 navios bloqueados na região.

Enquanto não for normalizado o trânsito de petroleiros, os preços vão continuar muito pressionados.

Os preços da gasolina e do gasóleo voltarão ao normal em breve?

Em breve não será. Como disse o antigo secretário de Estado da Energia e ex-presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva, o preço do barril de petróleo só representa uma parcela de 25% do custo a que os derivados do petróleo chegam às estações de serviço.

É preciso ter em conta um conjunto de fatores, como os seguros que os armadores pagam para a circulação de petroleiros, a refinação, o armazenamento e a distribuição. Para além disso, junte-se à lista de despesas os impostos que pagamos na hora de abastecer o carro.

Ou seja, há sinais que permitem algum otimismo, mas vai demorar algum tempo até pagarmos o mesmo que pagávamos, antes desta guerra, para abastecer o carro.

Quanto tempo pode demorar essa normalização do mercado?

Segundo Nuno Ribeiro da Silva, poderá demorar mais de um mês para que toda esta máquina volte a ficar oleada.

É preciso que os petroleiros comecem realmente a circular e sem ameaças, que a extração, armazenamento e distribuição de crude volte a estabilizar e, sobretudo, que este acordoo de cessar-fogo se transforme num verdadeiro acordo de paz.

Só deste modo é que a confiança pode regressar aos mercados o mais rapidamente possível. Os próximos 15 dias serão determinantes.

As reservas de petróleo em Portugal não nos protegem de eventuais problemas de abastecimento?

De alguma maneira, as reservar de petróleo em Portugal podem ajudar, mas o petróleo que chega ao nosso país é proveniente de origens muito diversas. Importamos, por exemplo, petróleo do Brasil, da Nigéria, dos EUA e, em tese, isso poderia significar uma menor exposição à crise no Médio Oriente.

O problema é que as cotações internacionais de referência para o petróleo, e para os combustíveis, são negociadas num mercado global.

A crise no Médio Oriente fez disparar o preço do barril de petróleo e os produtos refinados em toda a cadeia, mesmo quando o fornecimento chega de outras paragens – e é por isso que estamos a pagar mais de dois euros por litro de gasóleo, quando abastecemos o carro em Portugal.

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