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E se o meu voo for cancelado por falta de combustível? Há compensação financeira?
Ouça o Explicador Renascença da tarde desta quarta-feira. Foto: Antonio Bat/EPA

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E se o meu voo for cancelado por falta de combustível? Há compensação financeira?

22 abr, 2026 • Fátima Casanova


No Explicador Renascença esclarecemos até que ponto há compensação financeira em caso de cancelamento de voo, que companhias já começaram a cancelar rotas, a posição da TAP nesta situação e indicamos alguns conselhos para quem está a planear organizar a sua própria viagem.

Perante um cenário de falta de combustível devido à guerra no Médio Oriente, várias companhias aéreas já começaram esta semana a cancelar viagens e a ajustar as operações. Pode ainda haver um aumento de preços das viagens.

Há possibilidade de receber algum reembolso caso os voos agendados para os próximos meses sejam cancelados? O Explicador Renascença esclarece.

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Em caso de cancelamento de voo há compensação financeira?

Na União Europeia (UE), os passageiros podem ter direito a compensações entre 250 e 600 euros em caso de cancelamento do voo, mas este direito não se aplica quando estão em causa circunstâncias extraordinárias, como instabilidade política, riscos de segurança ou situações externas à transportadora aérea.

Mesmo se tratando de uma situação extraordinária, mantêm-se alguns direitos?

Mesmo nesses casos, há direitos essenciais que se mantêm, como o reembolso do valor do bilhete, caso a viagem não se faça, ou o reencaminhamento para o destino final, na eventualidade do passageiro ficar retido no decurso da sua deslocação.

Já há notícia de companhias que estejam a cancelar voos?

Ainda esta quarta-feira o grupo Lufthansa anunciou o cancelamento de 20 mil voos programados, uma medida que vai afetar as rotas de pequena distância, entre maio e outubro.

O grupo holandês KLM vai cancelar cerca de 160 voos no próximo mês. Quanto à EasyJet, já começou a ajustar frequências em rotas secundárias

Do outro lado do atlantico, a Air Canada suspendeu temporariamente várias rotas internacionais.

Todas estas transportadoras alegam que cancelam rotas que deixaram de ser financeiramente viáveis devido à subida do preço do combustível.

E a TAP?

Para já, o Governo garante que a oferta da TAP vai manter-se. Segundo o ministro das Infraestruturas, o executivo tem estado a acompanhar de perto a situação junto das petrolíferas para conhecer o stock de combustível para a aviação e já disse que está afastado o cenário de cancelamentos por escassez de combustível.

E quando compramos um pacote numa agência de viagens, que inclui voo e alojamento. O que acontece se for cancelado voo?

As agências de viagens têm os seguros próprios para compensar os clientes. De qualquer forma, as agências estão a redirecionar os seus clientes para destinos que não representem risco, como por exemplo as Caraíbas, México ou Brasil, longe das zonas de conflito.

O que poderá colocar-se é o aumento de preço, mesmo depois de feito o contrato com a agência.

Neste caso, segundo disse à Renascença o presidente da Associação Nacional de Agências de Viagens, se o aumento for substancial, por exemplo, na ordem dos 8%, a agência tem de avisar o cliente com, pelo menos, 20 dias de antecedência para saber se ainda assim quer fazer a viagem.

Que conselhos há para quem organiza a sua própria viagem?

De acordo com a DECO, num contexto de maior incerteza, é altamente recomendável contratar um seguro ou verificar se já tem seguro de viagem associado a cartões de crédito, por exemplo.

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