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Mudanças nos certificados de aforro. É uma opção que continua a valer a pena?

27 abr, 2026 • Fátima Casanova


No Explicador Renascença, esclarecemos quais são as novidades nos certificados de aforro, quanto se ganha quando se investe neste tipo de produto, como se pode converter os títulos em papel para formato digital e até que ponto esta é uma opção de sucesso.

Os certificados de aforro são uma opção popular entre os portugueses que procuram poupar, mas este produto sofreu algumas mudanças.

Até que ponto continua a valer a pena pôr dinheiro de lado nestas contas?

O Explicador Renascença esclarece.

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Quais são as novidades?

O Governo aumentou os limites máximos por subscritor de Certificados de Aforro e, sendo assim, a série F – a única disponível para subscrever – passa de 100 mil para 250 mil unidade por conta aforro, o mesmo é dizer 250 mil euros.

Ao mesmo tempo, o montante acumulado que os aforradores podem aplicar na Série F e na Série E aumenta de 350 mil para 500 mil euros.

A medida já está em vigor

Por que motivo o Governo decidiu aumentar estes limites?

O Governo justifica esta alteração com a necessidade de promover a sustentabilidade da dívida pública, porque, ao investir em certificados, o aforrador está a comprar divida pública.

Mas este não é o único motivo: o Executivo reconhece também que os limites de subscrição da “série F” eram inferiores aos que tradicionalmente têm sido os das séries anteriores. Ao aumentar os limites, pretende-se também promover a poupança.

Quanto se ganha quando se investe neste tipo de produto?

A taxa de juro base dos certificados de aforro neste mês de abril está nos 2,13%, sendo taxa de remuneração mais elevada desde maio do ano passado.

A taxa de juro é variável: a base para o seu cálculo é a Euribor a três meses. Quando sobe ou desce, nos 10 dias úteis antes do fim de cada mês reflete-se na remuneração que vai ser paga a quem subscrever certificados no mês seguinte.

A esta taxa de juro acresce um prémio de permanência, que vai crescendo ao longo dos 15 anos de duração, mas há um limite.

A taxa de juro máxima que os certificados pagam é de 2,5%.

Até que ponto este produto de poupança tem sucesso entre os portugueses?

É possível perceber que tem sucesso pelos números apresentados pelo Banco de Portugal: o ciclo de investimento em certificados dura de forma ininterrupta desde setembro de 2024.

Só em março, o investimento em certificados aumentou quase 280 milhões de euros.

Entretanto, o Governo também reforçou a rede de espaços de atendimento. Desde meados de março, cinco “Espaços Cidadão” passaram a disponibilizar serviços relacionados com produtos de aforro, onde é possível subscrever ou resgatar.

Também se pode aderir esta opção nos balcões CTT e através do site AforroNet.

Tudo isto são sinais de que o Estado está disponível para absorver mais poupanças das famílias portuguesas e que conta com elas para financiar a divida pública.

Quem tem certificados muito antigos, ainda em papel, como deve proceder?

Quem tem os títulos em papel, tem de os converter para formato digital.

Os investidores podem entregar os títulos nos balcões dos CTT para que os investimentos em papel passem a ficar registados numa conta no IGCP, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

Este processo decorre até 29 de novembro de 2029.

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