Ataque informático nos cacifos dos CTT. Que dados foram roubados e quais são os riscos?
28 abr, 2026 • Sérgio Costa , Jaime Dantas
No Explicador Renascença esclarecemos que clientes são afetados, quais as informações roubadas e que cuidados devem ter os utilizadores do serviço de recolha de encomendas online.
Os CTT sofreram um ataque informático no sistema de cacifos de encomendas online "Locky" esta segunda-feira, uma informação inicialmente avançada pela CNN Portugal e, posteriormente, confirmada pela empresa.
Que dados foram roubados e que riscos isso representa para os clientes?
O Explicador Renascença esclarece.
Afinal, o que se passou?
Foram roubados mais de um milhão de dados de clientes dos Correios. Foi o próprio autor a revelar o ataque num portal da internet, tendo sido depois confirmado pela empresa.
Todos os clientes dos correios são afetados?
Não, os CTT esclarecem que apenas foram roubadas as informações gravadas nos 1890 cacifos Locky, pontos de recolha de encomendas online espalhados pelo país.
Uma vez que o computador dos cacifos não guarda informações como moradas completas, palavras‑passe ou contas bancárias, esses dados estão a salvo. Mas o mesmo não se pode dizer de informações de contacto como o número de telemóvel ou o email, onde os clientes recebem o PIN de abertura do cacifo.
A empresa garante que todos os clientes afetados vão receber um esclarecimento pelos canais oficiais.
Então, a que devem estar atentas as pessoas que usam estes cacifos?
É importante que tenham muita atenção às chamadas, mensagens ou emails falsos nos próximos tempos. Podem começar a receber, por exemplo, referências Multibanco falsas para tirar encomendas da alfândega ou links que podem permitir acesso a contas bancárias.
O serviço continua a funcionar? E, mais importante, é seguro?
Sim. Os CTT dizem que o ataque foi "contido" e que o Centro Nacional de Cibersegurança já foi notificado. Dizem ainda que "o sistema dos cacifos não foi comprometido" e, por isso, mantém-se em funcionamento.
Quem tem Certificados de aforro, corre algum risco?
Não. Não há qualquer evidência de que os detentores de certificados de aforro possam ver os seus dados comprometidos.
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