Explicador Renascença
Um ano depois do apagão. Quem foi responsável e o que foi feito em Portugal?
28 abr, 2026 • Fátima Casanova
No Explicador Renascença, esclarecemos quem foi o país responsável pelo apagão, o que fez o Governo português, quando vão ser dadas compensações aos portugueses que tiveram prejuízos e como nos devemos preparar para um eventual novo apagão.
Esta semana foram divulgados relatórios e análises feitas sobre o apagão, mas a questão da responsabilidade continua em aberto.
O que foi feito em Portugal e o que falta fazer perante este evento?
O Explicador Renascença esclarece.
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Quem foi o país responsável pelo apagão?
Já é certo que Espanha foi responsável pelo apagão elétrico, como explica o relatório da Rede Europeia de Operadores de Sistemas de Transporte de Eletricidade divulgado há pouco mais de um mês.
Os especialistas dizem que resultou de uma combinação de múltiplos fatores, que conduziram a aumentos rápidos de tensão e a desligamentos em cascata de produção.
Na sequência deste relatório, o governo espanhol dividiu culpas entre o operador da rede elétrica espanhola e as empresas produtoras de energia
Reportagem Renascença
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E por cá, o que fez o Governo?
O Governo criou o Grupo de Aconselhamento Técnico, formado por 10 especialistas na área da energia para analisar por que motivo Portugal foi arrastado para este apagão.
Também apresentou um conjunto de propostas para aumentar a resiliência do sistema elétrico nacional.
Já sobre o que correu mal, este grupo de peritos destaca falhas graves de comunicação entre as autoridades e aqui mais uma vez o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) mostrou fragilidades.
Já foi implementada alguma medida depois das conclusões do Grupo de Aconselhamento?
A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, já disse que sim. Porém, já o PS acredita que o Governo não implementou nenhuma das medidas.
O certo é que para a tarde desta terça-feira estava agendado o debate e aprovação deste relatório, na comissão parlamentar de Ambiente e Energia, mas, em cima da hora, foi adiado por uma semana.
Os socialistas também lamentam que, um ano depois do apagão, os portugueses que tiveram prejuízos ainda não sabem a que compensações têm direito.
Entrevista | Um ano depois do apagão
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E porque ainda não há decisão sobre isto?
Para avançar com uma decisão, é preciso determinar se o que aconteceu foi um evento extraordinário ou não.
Essa avaliação é da responsabilidade da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e, só depois da classificação do evento, é que poderá haver impacto na eventual atribuição de compensações automáticas aos consumidores.
Já há data prevista para esta decisão?
Fonte da ERSE disse à Renascença que deverá ser tomada brevemente.
Como nos devemos preparar para a eventualidade de um novo apagão?
Para estarmos preparados para um eventual novo apagão, devemos ter um Kit de emergência, tal como se falou na altura.
O kit deve ter bens essenciais, como água, alimentos não perecíveis, medicamentos, lanternas, rádio, pilhas e dinheiro físico, porque quando falta a energia, falham os pagamentos digitais e não há possibilidade de fazer compras.
Este kit deve estar num local acessível a todos os elementos da família, já que devemos estar preparados para viver 15 dias sem energia.
O aviso foi dado pela investigadora Carla Fernandes, da Universidade Nova em Energia e Segurança que lembrou que os sistemas elétricos são alvos geopolíticos e que as ameaças estão a aumentar.
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