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O que leva muitos portugueses a trabalhar depois da reforma?
Ouça o Explicador Renascença da tarde desta sexta-feira. Foto: Joana Bourgard/Renascença

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O que leva muitos portugueses a trabalhar depois da reforma?

15 mai, 2026 • Ana Catarina André


No Explicador Renascença, esclarecemos por que motivo muitas pessoas trabalham depois da reforma, qual o perfil de quem está a amealhar para a reforma e o que os portugueses querem fazer com o tempo livre.

Um barómetro da Universidade Católica e do portal Doutor Finanças conclui que a maioria das pessoas admite trabalhar depois da reforma, a tempo inteiro ou parcial

Quais são os motivos que levam a esta decisão?

O Explicador Renascença esclarece.

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Porque é que muitas pessoas trabalham depois da reforma?

O relatório publicado esta sexta-feira, no Dia Mundial da Família, demonstra "um elevado nível de ceticismo" sobre a sustentabilidade da Segurança Social.

Quase metade das pessoas não acreditam que as pensões futuras estejam garantidas e mais de metade consideram que a reforma não será suficiente para manter o nível de vida.

Para além da preocupação com as despesas de saúde, a dependência de familiares e a perda de rendimentos são as principais preocupações associadas à reforma.

Vale a pena lembrar que a pensão mediana dos portugueses, entre os 65 e os 74 anos, corresponde a 68% do salário mediano da população com mais de 55 anos, ou seja, pouco mais de dois terços do valor.

As pessoas receiam ter dificuldades financeiras nos últimos anos de vida?

Em particular, 32% dos inquiridos acham que vão ter dificuldades em manter o atual nível de vida e 22% receiam não conseguir cobrir despesas essenciais.

A preocupação é maior entre as mulheres que afirmam ter mais medo e ansiedade do que os homens.

Há quem se esteja a preparar para uma perda de rendimentos na reforma?

Mais de 60% dos inquiridos diz estar a poupar para ter uma velhice mais confortável, mas só 34% o fazem de forma sistemática e regular.

Ainda assim, entre aqueles que poupam, 73% não sabem quanto terão de amealhar para manter o nível de vida e 63% admitem nunca ter feito sequer uma simulação da pensão a receber.

Há ainda uma percentagem significativa de pessoas que não poupam de todo: cerca de 30% não têm rendimentos que permitam pôr algum dinheiro de parte.

Quem está a amealhar para a reforma?

O barómetro indica que são os mais novos que mais poupam para a velhice e quanto maior é o nível de escolaridade maior é a preocupação sobre o tema.

Este inquérito demonstra ainda que há entre os portugueses uma grande aversão a investimentos financeiros com risco.

Os principais destinos das poupanças para a reforma são os Plano Poupança Reforma (PPR) ou fundos, seguindo-se os depósitos bancários, para 27% dos inquiridos. Outros 17% optam por investimentos no ramo imobiliário.

Há ainda uma percentagem semelhante de pessoas que não recorrem a nenhum instrumento financeiro e põem simplesmente o dinheiro de parte.

O que os portugueses querem fazer com o tempo livre?

Mais de 50% das pessoas colocam as viagens no topo das suas preferências, outras apostam também na qualidade das relações interpessoais e ainda 19% querem passar mais tempo com a família e os amigos.

Há também uma percentagem mais diminuta, de 8%, que pretendem ajudar a família.

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