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Quanto tempo vai durar a onda de calor que afeta Portugal?

28 mai, 2026 • Liliana Monteiro


Junho costuma ser o mês de verão em que as ondas de calor ocorrem com maior frequência em Portugal, mas desta vez chegou mais cedo.

Esta quinta-feira há 14 distritos sob aviso amarelo e as temperaturas vão ultrapassar os 36 graus em algumas regiões do país.

É o resultado da onda de calor que está a atingir a Europa.

O Explicador Renascença esclarece.

Quanto tempo vai durar a onda de calor?

E essa onda começou, segundo o instituto do mar e da atmosfera, no passado dia 20 de maio e poderá prolongar-se até dia 3 de junho.

Considera-se uma onda de calor quando num intervalo de pelo menos 6 dias consecutivos, a temperatura máxima diária é superior em cinco graus ao valor médio das temperaturas máximas diárias e é o que está a acontecer nestes dias de primavera.

Junho costuma ser o mês de verão em que as ondas de calor ocorrem com maior frequência em Portugal, mas desta vez chegou mais cedo.

O que motiva temperaturas tão elevadas?

Vem de África, resulta de um bloqueio anticiclónico e da transferência de ar quente proveniente do noroeste de África.

O ar quente não sofre influência do Atlântico e por isso não arrefece criando uma espécie de cúpula de calor.

São consequências das alterações climáticas?

De acordo com vários especialistas, estamos a pagar a fatura das alterações climáticas.

Especialistas do Imperial College de Londres, citados pelo jornal "Público", dizem que a ligação é inequívoca, as alterações climáticas tornam estas ondas mais quentes, mais longas, e muito mais frequentes.

Quais foram as temperaturas mais altas registadas nos último dias?

Mora e Alcobaça registaram valores recorde para um mês de maio. Mora chegou aos 39,4 graus Celsius e Alcobaça aos 36,1.

Odemira e Lamas de Mouro, em Melgaço, registaram já a temperatura mínima mais elevada quando comparada com outros meses de maio.

Os riscos em maio são ainda mais elevados?

Para muitos, perturba o sono e o trabalho, mas os especialistas alertam para os efeitos nos mais vulneráveis junto dos quais podem ser perigosas e potencialmente fatais porque o corpo ainda não teve tempo para se adaptar à mudança de estação.

As recomendações são as habituais: evitar a exposição direta ao sol entre as 11h e as 17h, usar chapéu, óculos de sol e protetor solar com fator elevado.

Roupa clara. em casa manter as janelas e persianas fechadas para evitar o aquecimento dos ambientes. Sempre que possível arejar a casa nas horas mais frescas.

Aumentou o número de pessoas atendidas nos serviços de saúde?

Sim, tal como aumentou o número de chamadas para o INEM, algo já admitido a ministra da Saúde.

Ana Paula Martins não avançou números concretos, mas garante que o dispositivo está preparado para dar resposta.

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