Explicador Renascença
Quanto vai aumentar a prestação da casa com a subida da taxa de juro do BCE?
12 jun, 2026 • João Malheiro
O Banco Central Europeu aumentou as taxas de juro de referência em 25 pontos base, com a taxa principal a fixar-se nos 2,25%.
O Banco Central Europeu (BCE) aumentou 0,25% as taxas de juro.
O Explicador Renascença esclarece o que isto quer dizer.
Quanto é que vai subir a prestação da casa?
A prestação da casa vai subir entre 15 e 70 euros mensais para a maioria das famílias com crédito à habitação de taxa variável.
O BCE aumentou as taxas de juro de referência em 25 pontos base, com a taxa principal a fixar-se nos 2,25%.
Esta decisão tem impacto nas taxas Euribor, logo influencia o valor a pagar pelos créditos.
Já é possível fazer simulações?
Assumindo um crédito à habitação com prazo de 30 anos e um spread de 1%, sabemos que para um empréstimo de 100 mil euros a prestação média passará de 465 euros para 480 euros.
Para um empréstimo de 150 mil, o aumento será de 22 euros. Num empréstimo de 200 mil, haverá um aumento de 29 euros.
A subida será de 43 euros se o empréstimo for de 300 mil.
Em que situações o aumento pode ser mais significativo?
Mas situações em que o contrato foi revisto recentemente e acumulou as subidas rápidas da Euribor registadas entre maio e junho.
Nesses casos, o aumento total da prestação da casa face ao ano passado pode chegar aos 70 euros.
Quando é que a subida da taxa vai começar a ter impacto?
Não é imediato para todos, depende do tipo de contrato.
Se for um contrato indexado á Euribor a seis meses e o contrato tiver sido revisto no mês passado, só daqui a meio ano é que vai sentir a subida.
Por que razão o BCE decidiu subir a taxa de juro?
Para travar uma nova subida da inflação na Zona Euro. O conflito no Médio Oriente provocou sérias perturbações no transporte de petróleo, o que fez aumentar os preços da energia, logo faz aumentar os preços de uma forma generalizada.
A inflação homóloga na Zona Euro acelerou para os 3,2% em maio. Perante o receio de uma subida expressiva da inflação, o BCE decidiu aumentar a taxa para travar o consumo.
Não é uma decisão consensual. O ministro das Finanças discorda da decisão, alegando que a atual crise é diferente da de 2022.
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