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Exames nacionais corrigidos online e sorteios entre professores vão atrasar resultados?
Ouça aqui o Explicador Renascença da tarde desta quinta-feira. Foto: Zsolt Czegledi/EPA

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Exames nacionais corrigidos online e sorteios entre professores vão atrasar resultados?

25 jun, 2026 • Anabela Góis


No Explicador Renascença desta quinta-feira, esclarecemos o parecer do Ministério da Educação sobre os resultados das provas nacionais, se os professores vão ter menos tempo para corrigir os exames e o que mudou para acontecerem estes atrasos denunciados até pelos alunos.

Os exames nacionais do 9.º e do 12.º ano têm sido tema de conversa. As provas foram feitas e corrigidas em formato digital, o que levantou, logo à partida, preocupações junto dos professores.

Já os alunos queixam-se dos atrasos na correção, porque os professores classificadores já deviam estar a receber os testes de português mas, até agora, nada.

Há algum plano para resolver esta situação?

O Explicador Renascença esclarece.

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Os resultados vão sair mais tarde?

O gabinete do Ministério da Educação responsável pelas avaliações externas das aprendizagens (EduQA) garante que as avaliações não vão sair mais tarde.

Segundo o gabinete, as notas serão enviadas para cada agrupamento no dia 10 de julho, tal como previsto, para que as pautas sejam afixadas a 14 de julho.

Esta quinta-feira foi enviada uma mensagem aos professores a lembrar que – já a antever imprevistos – foi logo definido um calendário de classificação suficientemente flexível, que nunca afetasse os prazos definidos para a publicação das notas.

Face às dificuldades técnicas, o que o júri nacional de exames fez foi alterar o planeamento do processo de classificação, mantendo as datas de divulgação das classificações

Os professores vão ter menos tempo para corrigir os exames?

Segundo a informação que seguiu para os professores corretores, continua a haver igual período de classificação para todos os códigos de exames.

A mensagem não é completamente clara sobre a alterações feitas, mas depreende-se que todos terão o mesmo tempo para corrigir os exames para que foram nomeados, tenham sido exames realizados a 16 de junho, como o exame de português do 12º ano, ou a 26, que é o último dia da primeira fase.

São muitos exames?

Só o exame de português foi realizado por cerca de 80 mil alunos e responderam ao de matemática do 9º ano perto de 97 mil estudantes.

Mas afinal o que mudou para estes atrasos?

Este ano, o processo de correção é feito totalmente em formato digital, ou seja, depois de realizados os exames, os cadernos de respostas foram digitalizados na Casa da Moeda.

Este processo deveria simplificar a correção, mas, na prática, parece estar a atrasá-la. Aliás, os professores dizem que no formato em papel nunca houve atrasos.

Quando é que os professores deveriam ter começado a fazer as correções?

Na passada terça feira deveriam ter recebido as credenciais para aceder aos itens que lhes foram destinados a corrigir, pelo menos os primeiros exames realizados, bem como as questões que vão classificar.

Isto soma-se à outra novidade: os professores não corrigem testes completos, mas apenas questões que foram sorteadas.

Agora espera-se que as respostas para classificar comecem a chegar gradualmente aos professores à medida que forem processadas.

E também houve problemas com as perguntas dos exames?

Logo no primeiro, o exame de português do 12.º ano, existia uma pergunta semelhante a uma questão anteriormente publicada num manual de preparação para os exames, o que motivou logo polémica.

Já a prova de matemática do 9º ano, que deveria permanecer confidencial, começou a circular nas redes sociais depois do exame.

Em ambos os casos, o Ministério da Educação abriu averiguações, mas decidiu que não influenciava os resultados, ignorando a partilha.

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