Explicador Renascença
Campanhas solidárias. Como posso ajudar a Venezuela a partir de Portugal?
26 jun, 2026 • Anabela Góis
No Explicador Renascença, esclarecemos quais são as iniciativas já organizadas na capital e noutras localidades portuguesas (incluindo as campanhas da comunidade luso-venezuelana), indicamos alguns país do resto do mundo que já enviaram ajuda e como é composto o contingente de resgate português enviado para o local da tragédia.
Os violentos sismos que devastaram a Venezuela estão a mobilizar uma onda de solidariedade em Portugal. O Governo vai enviar equipas para ajudar nas operações de resgate e, por todo o país, multiplicam-se as campanhas de angariação de fundos e recolha de bens.
Como posso ajudar?
O Explicador Renascença esclarece.
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Quais são as iniciativas já organizadas?
São várias as iniciativas a reunir esforços para ajudar o país. A fundação parceira da Agência da ONU para os Refugiados em Portugal (ACNUR) está a recolher donativos para reforçar a resposta através do site oficial.
Também a Cruz Vermelha lançou uma campanha de donativos para financiar as operações de emergência e os contributos podem ser feitos através da plataforma da organização.
Já a UNICEF está a pedir donativos para ajudar as crianças, informando que há milhões de menores em risco. Segundo a organização, basta doar 136 € para alimentar 42 crianças durante uma semana, e quem queira ajudar pode ir ao site.
A comunidade luso-venezuelana têm iniciativas em curso?
Por exemplo, a associação HUELLATINA, em parceria com a Câmara Venezuelana-Portuguesa de Comércio e Indústria, abriu um centro de recolha de ajuda humanitária no Porto, na Rua Augusto Rosa, onde podem ser entregues bens.
Já a ALUSVEN – Associação Luso-Venezuelana de Cooperação e Desenvolvimento – pede materiais essenciais, como tendas de campismo, sacos-cama, colchões insufláveis, mantas térmicas, alimentos enlatados, kits de primeiros socorros e outras ajudas que podem ser entregues em lojas Liberty Express, em Lisboa, Porto, Aveiro e Algarve, bem como no supermercado Pasaporte Latino, em Braga.
Também a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, que já anunciou uma primeira ajuda de emergência de 100 mil euros, lançou a campanha "SOS Venezuela" para angariar donativos que podem feitos no site da fundação.
E noutras zonas do país?
Há recolhas que estão já a ser organizadas a nível local. Por exemplo, a freguesia de Mira de Aire, no concelho de Porto de Mós, vai recolher bens essenciais, como alimentos não perecíveis e material médico básico no próximo domingo, a partir das 08h00, na praça em frente à Igreja Velha.
A Diocese do Funchal também se juntou à mobilização nacional com uma coleta solidária em todas as missas dos dias 4 e 5 de julho, cuja receita será integralmente enviada para a Cáritas da Venezuela.
Como é que o contingente de resgate que Portugal vai enviar?
Portugal vai enviar esta sexta-feira uma equipa especializada em busca e resgaste em estruturas colapsadas, composta por 64 elementos com experiência em cenários de sismos.
São elementos da GNR, entre eles, seis equipas com cães, mais 15 do regimento sapadores bombeiros de Lisboa, elementos do INEM e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
A Madeira e os Açores também vão enviar um contingente de 18 operacionais especializados em operações de busca, localização e salvamento de vítimas.
E o resto do mundo também está a ajudar?
De resto, a missão portuguesa está integrada no Mecanismo Europeu de Proteção Civil que conta com a participação de outros sete países.
Já nas últimas horas chegou a Caracas uma equipa com 80 elementos da Suíça, sendo que ao todo já foram enviadas para o terreno, envolvendo cerca de mil profissionais de resgate de vários países.
Outros países que já mobilizaram ajuda são a Rússia e a Ucrânia, bem como o Irão e os Estados Unidos da América (EUA).
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