Explicador Renascença
Fora de jogo no golo da Croácia. Por que razão o ábitro recorreu ao VAR?
03 jul, 2026 • Sérgio Costa
Árbitro foi consultar o vídeo por duas razões distintas.
Com final digno de filme, Portugal ganhou à Croácia e está apurado para os oitavos de final do Mundial.
No último lance, a Croácia ainda marcou, mas o golo foi anulado por fora de jogo. Se está em fora de jogo, por que razão o árbitro foi consultar o VAR? Não é habitual.
O Explicador Renascença esclarece.
O árbitro vai ao VAR ver foras de jogo?
Não. Quando há fora de jogo o árbitro aguarda apenas a indicação do VAR.
Só que, neste caso, foi consultar o vídeo aparentemente por duas razões: para perceber se há um toque de um jogador croata antes de a bola chegar ao jogador que está em fora de jogo e se o toque na bola de Renato Veiga é intencional.
Não foi intencional.
Se o toque de Renato Veiga fosse intencional era golo?
Sim, seria golo e o jogo teria ido para prolongamento.
Quando há um toque intencional do defesa e a bola segue para um jogador adversário que está adiantado não há fora de jogo.
No entanto, percebe-se que o defesa português não pretende jogar a bola e há um toque fortuito.
Como é que se chega à conclusão que houve toque do jogador croata?
Através do sensor eletrónico na bola. Quando o árbitro consulta o VAR poderia ainda não estar disponível essa informação, mas logo depois surge a indicação dada pelo sensor.
Aliás, foi disponibilizado um gráfico com essa informação.
Esta tecnologia é usada em Portugal?
Não. Trata-se da Connected Ball Technology que utiliza um sensor de Unidade de Medição de Inércia (IMU) suspenso no centro da bola.
Esse sensor capta o movimento e o instante exato do toque a 500 vezes por segundo. Esta bola com sensor é uma verdadeira revolução.
Por que razão não é usada em Portugal?
Na verdade, chegou a ser testada e utilizada no futebol português. A Liga Portugal foi mesmo pioneira a nível mundial ao introduzir a bola com chip.
No entanto, a sua implementação a tempo inteiro nos campeonatos principais não avançou, essencialmente, pelos seguintes fatores: custos elevados e necessidade de infraestruturas específicas que também têm custos acrescidos.
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