07 nov, 2025
Há um certo tipo de jornalismo que não se limita a apontar o que está mal, mas avança com propostas concretas sobre o que deveria ser feito. É este o caso do semanário britânico The Economist.
É assim que o Economist vem propor aos países europeus que invistam a sério na defesa da Ucrânia e explica porquê. No final de Fevereiro, Trump, presidente dos EUA, cortou o financiamento à Ucrânia. O que leva a recear que Putin leve a melhor sobre os corajosos ucranianos. Por isso é urgente que os países europeus assumam o financiamento à defesa da Ucrânia, um encargo da ordem de cerca de metade do PIB ucraniano.
Só desta forma será possível evitar uma derrota da Ucrânia perante a Rússia, que seria também uma pesada derrota da Europa. Ora manter a defesa da Ucrânia face ao agressor russo permitirá colocar em evidência as fraquezas do Kremlin.
Mas não só. O maior envolvimento dos países europeus no financiamento da defesa da Ucrânia tornará a Europa menos dependente dos EUA, numa altura em que é incerto o compromisso de Trump com a NATO.
Ora o orçamento militar da Europa já é quatro vezes superior ao orçamento militar da Rússia. E a economia europeia é dez vezes maior do que a economia russa.
Por tudo isto, o Economist escreve que, longe de fugir a se comprometer com o financiamento da defesa ucraniana, a Europa deve aproveitar esta oportunidade histórica e... vencer a guerra.