28 nov, 2025
No início, Trump esperava que as suas cordiais conversas com Putin levassem o Kremlin a fazer cedências. Mas Putin nada cedeu, mantendo conversas simpáticas com Trump, sabendo como ele é avido de lisonjas. Depois, foi ele mesmo, Trump, quem fez cedências à Rússia agressora da Ucrânia.
Não é que Trump seja um agente da Rússia – apenas o desejo de ser nomeado para o Prémio Nobel da Paz levou Trump a oferecer aos russos mais do que eles próprios consideram ser-lhes devido, ou seja, mais do que as suas conquistas militares indicam. A versão inicial deste mal designado “plano de paz” continha propostas inaceitáveis, como reduzir as forças armadas da Ucrânia e impedir a adesão deste país à NATO.
Valeu a reação patriótica do Presidente da Ucrânia, Zelensky, para evitar um plano de paz que melhor se designaria por uma rendição ao agressor, a Rússia. Zelensky atravessa uma fase difícil, por causa de um escândalo de corrupção do seu governo. Entretanto os países europeus encolheram-se, receando desagradar a Trump, presidente dos EUA, que ainda teve o descaramento de insultar quem se opôs à “rendição”. Tarda a união entre os países europeus.
Mas Trump é Presidente dos EUA e a Europa vai ter que viver com ele e com as suas ambições pessoais. É uma triste situação.