03 dez, 2025
Na sua primeira viagem apostólica ficou claro o desejo do atual Papa Leão XIV de manifestar publicamente que os últimos quatro pontífices seguem orientações muito próximas, assim desmentindo tentativas hostis de abrir divergências entre eles. Paulo VI, João Paulo II, Francisco e agora Leão XIV apresentam ao mundo uma cara renovada da Igreja. Naturalmente que se trata de pessoas diferentes, mas todos acolhem o Concílio Vaticano II e nada têm a ver com as posições anti-modernas de Papas da primeira metade do século XIX que rejeitavam a liberdade de consciência, por exemplo, como infelizmente foi o caso de Pio IX.
Como a jornalista Aura Miguel amplamente informou na Renascença, Leão XIV pediu aos católicos (uma muito pequena minoria na Turquia) que renovem a fé e a força do testemunho e se empenhem em fortalecer os laços que nos unem, “para nos enriquecermos mutuamente e sermos, diante do mundo, um sinal credível do amor universal e infinito do Senhor.”
É certo que nestas cerimónias não participou com Leão XIV a delegação ortodoxa russa, por exemplo. A ortodoxia, em Moscovo, está muito subordinada às posições políticas dos políticos russos. Leão XIV emocionou-se ao sentir que seguia os passos dos seus antecessores.
A declaração conjunta, também subscrita pelo patriarca ortodoxo de Constantinopla, exorta os cristãos que "ainda hesitam, perante qualquer forma de diálogo, a ouvirem o que o Espírito diz às Igrejas urgindo-nos, nas circunstâncias atuais da história, a apresentar ao mundo um testemunho renovado de paz, reconciliação e unidade”. E na visita ao Líbano, que se seguiu, o Papa saudou “um povo que não sucumbe”.